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Coletânea de Causos
Incentivado por amigos resolvi escrever também causos particulares vivenciados ao longo dos anos. Alguns relatos são hilários, e dignos de levar ao programa Que História é Essa, Porchat. Seguem os causos em forma de coletânea.

Está no Brasil 247
O partido Missão levou ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), nesta sexta-feira (14), uma notícia-crime para pedir a apuração da filiação do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à legenda, episódio que chegou a impedir temporariamente o registro de sua candidatura pelo PL.
Segundo o blog da jornalista Malu Gaspar, de O Globo, a representação foi assinada por Renan Santos, presidente do Missão e também candidato à Presidência da República. No documento, a sigla sustenta que houve falsidade ideológica e “modificação dolosa” de dados no sistema de filiação partidária, com a inclusão de informações que o partido afirma serem falsas.
A legenda também acusa Flávio de “desídia” e “omissão” por não ter respondido a avisos enviados por e-mail sobre a suposta irregularidade. Em uma live com apoiadores na noite de quinta-feira (13), o senador confirmou que os alertas chegaram, mas disse que sua equipe imaginou que se tratava de “spam”.
A campanha de Flávio afirma ter identificado o problema na quinta-feira (13), ao acessar os sistemas do TSE. A situação teria bloqueado, naquele momento, o registro da candidatura. De acordo com a Corte Eleitoral, não houve ataque hacker, mas “um uso indevido da ferramenta” por alguém que tinha credenciais do partido comandado por Renan Santos.
Na noite de quinta-feira (13), o Missão também pediu uma reunião urgente com o TSE para tratar do caso. Já os representantes de Flávio solicitaram o restabelecimento da filiação ao PL e pediram à Polícia Federal a abertura de inquérito. O pedido foi atendido pelo ministro Kassio Nunes Marques, presidente do TSE, e o senador conseguiu registrar sua candidatura na Justiça Eleitoral.
Em nota enviada ao blog, o Missão afirmou que utiliza um sistema próprio de filiações, feitas pelo site da legenda, e que os dados são encaminhados de forma automatizada ao secretário-geral do partido, responsável por ratificar os registros junto ao TSE.
“Nosso sistema, ao notar a fraude, tentou realizar no mesmo dia o cancelamento da filiação, ação que foi rejeitada pelo TSE. O gabinete de Flávio foi informado dessa tentativa de filiação desde o dia 2 deste mês”, declarou o partido.
A sigla disse ainda que está “adotando todas as providências cabíveis” junto à Polícia Federal e ao TSE para que “os responsáveis pelo crime e pela fraude sejam identificados e exemplarmente punidos”.
Em outro trecho da nota, o Missão afirmou: “Ressaltamos, ainda, que não é do interesse do partido acolher em seus quadros um parlamentar que, para além do desalinhamento ideológico, figura em acusações e suspeitas de envolvimento em esquemas de corrupção”.
No site da Justiça Eleitoral, a certidão partidária de Flávio chegou a indicar que ele havia se desfiliado do PL na quarta-feira (12) e passado a integrar o Missão. O documento emitido na manhã de quinta-feira (13) mostrava a situação eleitoral do senador como “regular”, apesar da alteração.
A mudança, porém, criaria um impasse para a disputa eleitoral, porque Flávio não poderia concorrer por outra legenda após o fim das convenções partidárias, encerradas em 5 de agosto. O prazo para registro de candidaturas no TSE termina neste sábado (15), às 19h.
Até a publicação original, oito candidaturas à Presidência já haviam sido registradas no TSE: Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que disputa a reeleição; Hertz Dias (PSTU); Samara Martins (UP); Wilson Grassi (Democrata); Romeu Zema (Novo); Renan Santos (Missão); Augusto Cury (Avante); e Flávio Bolsonaro (PL).
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