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Coletânea de Causos

Que causos são esses, Barbosa?

Incentivado por amigos resolvi escrever também causos particulares vivenciados ao longo dos anos. Alguns relatos são hilários, e dignos de levar ao programa Que História é Essa, Porchat. Seguem os causos em forma de coletânea.

Editorial, Política

Sarney, a “injustiça”, os “interesses em enfraquecer” o Senado e as “reformas”

A despeito do discurso do presidente do Senado José Sarney (PMDB-AP) dizendo que “é injustiça do país julgar um homem como eu”, e das acusações que fez ao falar que há algo além das notícias negativas,  acreditando que muita gente está interessada em enfraquecer a instituição, referindo-se a “grupos econômicos, setores radicais da mídia e grupos de ativistas”, o corporativismo prevaleceu na Casa. Aliás, toda vez que surge uma nova crise no Senado o discurso é o mesmo. A velha retórica de que é preciso fazer reformas. Se é preciso por que então não fazê-las? Não se faz porque não há interesse.

Sarney disse que a crise do Senado não é sua, é do Senado, e é essa instituição que se deve preservar. “E ninguém tem mais interesse nisso que eu, até porque aceitei ser presidente desta Casa”,  lembrando que tem “50 anos dentro do Parlamento”. “Não seria agora, na minha idade, que eu iria praticar ato menor, que eu nunca pratiquei na minha vida. Nunca tive meu nome associado a nada de errado.”

Ora, ora, ora presidente. Quem já presidiu o Senado por três vezes, quem colcoou Agaciel Maia como diretor-geral da Casa, quem nomeou 50 diretores pode dizer que nunca teve o seu nome associado a nada de errado? Certamente que não. “Aqui ninguém sabe o que é ato secreto”, alegou, em menção à “entrada em rede de determinados atos” da administração do Senado. “Mas isso tudo é referente ao passado, nós não temos nada a ver com isso”, completou Sarney, para quem mais grave que as denúncias é “a crise da democracia representativa”. E o passado presidente, também não lhe pertence?
E completou: “A instituição [Senado] é maior do que todos nós somados. Nós somos transitórios”, emendou o senador, exortando os pares a apresentar “idéias” no sentido de socorrer a Casa. “A Mesa [Diretora] está aqui para isso”. É, e por que como presidente do Senado Sarney não toma logo essas tais providências? E ainda acha que é injustiça do país julgar um político como ele. Tenha santa paciência senador!

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