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Coletânea de Causos
Incentivado por amigos resolvi escrever também causos particulares vivenciados ao longo dos anos. Alguns relatos são hilários, e dignos de levar ao programa Que História é Essa, Porchat. Seguem os causos em forma de coletânea.

Está no Brasil 247
O presidente do Paraguai, Santiago Peña, foi destituído do cargo nesta sexta-feira (6), após o Senado aprovar seu impeachment por unanimidade, com 44 votos favoráveis à condenação e nenhum contrário, segundo o UOL. A decisão encerra antecipadamente o mandato do político do Partido Colorado, que governava desde 2023, e transfere o comando do país ao vice-presidente Pedro Alliana.
A queda de Peña ocorre em meio ao agravamento da crise financeira e política provocada pelo colapso do Ueno Bank, instituição que administrava aproximadamente US$ 850 milhões em recursos públicos. O ex-presidente é alvo de acusações de conflito de interesses, uso indevido de fundos previdenciários e acobertamento institucional, apresentadas por parlamentares da oposição.
A votação ocorreu depois que Peña tentou deixar a Presidência por meio de uma renúncia, cuja análise foi suspensa no Congresso por falta de quórum. Sem uma decisão sobre o pedido, o processo de impeachment avançou até o julgamento definitivo no Senado.
Peña não compareceu à sessão, mas enviou seus advogados para apresentar argumentos técnicos e jurídicos em sua defesa. O advogado Adolfo Ferreiro chegou a anunciar que recorreria à Comissão Interamericana de Direitos Humanos caso o presidente fosse condenado.
Peña anunciou renúncia antes de ser destituído
Pouco antes da decisão do Senado, Santiago Peña publicou uma mensagem nas redes sociais na qual justificou sua tentativa de renunciar à Presidência. Ele afirmou que pretendia evitar o aprofundamento da crise institucional e reduzir as divisões políticas no país.
“Apresentei minha renúncia para evitar maiores danos ao país e para ajudar a restaurar a paz no Paraguai. Não quero que minha presença seja causa de maior divisão ou instabilidade. Minha responsabilidade é colocar o país acima do meu destino pessoal”, declarou.
Na mesma publicação, o então presidente reconheceu a insatisfação da população diante da crise bancária e defendeu a recuperação da confiança nas instituições.
“Hoje, nós, paraguaios, devemos nos unir para reconstruir nossas instituições e restaurar a confiança. Parto com gratidão, reconhecendo a angústia daqueles que aguardam respostas. É hora de unirmos forças para reconstruir nossas instituições e atender, com ações concretas e responsabilidade, às necessidades daqueles que estão sendo afetados. Que Deus abençoe o Paraguai”, afirmou.
A manifestação ocorreu em um momento de crescente pressão sobre o governo, após a intervenção no Ueno Bank e a abertura de investigações sobre a administração da instituição financeira.
Congresso não aceitou renúncia antes do impeachment
A tentativa de Peña de encerrar seu mandato por iniciativa própria não foi concluída. A sessão parlamentar convocada para analisar a carta de renúncia acabou suspensa depois que deputados governistas deixaram o plenário.
Para que a deliberação pudesse ocorrer, eram necessários pelo menos 41 parlamentares presentes. No entanto, apenas 40 permaneceram na sessão, impedindo a votação.
A diferença entre a aceitação da renúncia e a destituição por impeachment tinha implicações jurídicas importantes para o presidente.
Pela Constituição paraguaia, ex-presidentes podem assumir a condição de senadores vitalícios, com prerrogativas parlamentares que poderiam dificultar a responsabilização judicial de Peña pelas acusações relacionadas ao Ueno Bank.
A aprovação do impeachment, por outro lado, impede que a saída seja tratada como uma renúncia voluntária aceita pelo Congresso e mantém aberta a possibilidade de responsabilização na Justiça comum.
Com a suspensão da análise da renúncia, a acusação aprovada pela Câmara dos Deputados seguiu para o Senado, responsável pelo julgamento político.
Crise do Ueno Bank precipitou queda do presidente
A crise que levou à destituição de Santiago Peña teve como ponto decisivo a intervenção do Banco Central do Paraguai no Ueno Bank, determinada na segunda-feira (2).
A autoridade monetária identificou problemas relacionados ao cumprimento dos requisitos mínimos de solvência da instituição, que concentrava aproximadamente US$ 850 milhões em fundos públicos.
O episódio provocou questionamentos sobre a administração de recursos estatais e previdenciários, além de levantar suspeitas sobre operações financeiras realizadas pelo banco.
A ligação de Peña com a instituição tornou-se um dos principais elementos das denúncias apresentadas pela oposição.
O presidente havia sido acionista da Ueno Holding, empresa que tinha entre seus sócios o Grupo Vázquez. O conglomerado, por sua vez, era o principal acionista do Ueno Bank.
Peña deixou a holding em março de 2025, quando já exercia a Presidência do Paraguai. Apesar da saída, seus antigos vínculos empresariais passaram a ser questionados diante da concentração de recursos públicos no banco.
Parlamentares oposicionistas acusam o então presidente de conflito de interesses, utilização indevida de fundos de pensão e acobertamento institucional na condução da crise.
As denúncias também mencionam operações de crédito apontadas como irregulares por técnicos do Banco Central paraguaio.
O episódio ampliou os questionamentos sobre o patrimônio de Peña e a atuação dos órgãos responsáveis pela fiscalização do sistema financeiro.
Ministério Público investiga dirigentes e denúncias contra Peña
As suspeitas envolvendo o Ueno Bank também passaram a ser investigadas criminalmente pelo Ministério Público do Paraguai.
A instituição determinou a detenção de oito atuais e ex-dirigentes do banco, entre eles o presidente da instituição, Juan Manuel Gustale, e o empresário Miguel Vázquez.
Os investigadores apuram possíveis irregularidades na administração do banco e em operações financeiras realizadas antes da intervenção determinada pelo Banco Central.
Uma denúncia criminal apresentada contra Santiago Peña também foi encaminhada à equipe responsável pelas investigações sobre o Ueno Bank.
O Ministério Público designou os mesmos investigadores encarregados de examinar a atuação dos dirigentes da instituição para analisar as acusações contra o presidente destituído.
A investigação deverá esclarecer se houve participação ou responsabilidade de Peña nas irregularidades denunciadas. A condenação política pelo Senado não equivale, por si só, a uma condenação criminal.pedro Alliana assume Presidência até 2028.
Pedro Alliana assume Presidência até 2028
Com a destituição de Santiago Peña, o vice-presidente Pedro Alliana assume a Presidência do Paraguai, em uma mudança de comando que ocorre em meio à crise financeira e institucional.
Integrante do Partido Colorado, Alliana assume a responsabilidade de conduzir o governo durante o período restante do mandato presidencial, previsto para terminar em 2028.
A sucessão ocorre enquanto as autoridades paraguaias investigam as operações do Ueno Bank, a aplicação de recursos públicos e as suspeitas de favorecimento envolvendo antigos vínculos empresariais do presidente destituído.
A saída de Peña encerra antecipadamente um governo iniciado em agosto de 2023 e coloca o Paraguai diante das consequências políticas, econômicas e judiciais de uma das maiores crises recentes de seu sistema bancário.
Foto reproduzida da Internet
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