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Coletânea de Causos
Incentivado por amigos resolvi escrever também causos particulares vivenciados ao longo dos anos. Alguns relatos são hilários, e dignos de levar ao programa Que História é Essa, Porchat. Seguem os causos em forma de coletânea.
A tão aguardada renúncia de Renan Calheiros (PMDB-AL) do cargo de presidente do Senado parece que não vai acontecer tão cedo. Tanto Josias de Souza quanto Ricardo Noblat falam hoje em seus blogs a respeito disso. Será mais uma farsa do senador alagoano, que também ameaçou renunciar no primeiro julgamento em plenário quando estava sendo acusado de ter usado um lobista para pagar suas contas pessoais, inclusive a pensão de uma filha mantido num relacionamento extraconjugal com a josrnalista Mônica Veloso, e depois voltou atrás, tirando apenas licença do cargo.
Hoje à tarde está previsto o julgamernto em plenário de outro processo. Desta vez por falta de decoro parlamentar, por ter comprado duas emissoras de rádio e um jornal em Alagoas, sua terra natal, usando pra isso “laranjas”. Até o último domingo dava-se como certa a renúncia de Renan antes mesmo da votação do pedido de sua cassação. Um acordo feito entre o governo e o PMDB possibilitaria a sua absolvição, desde que ele renunciasse ao cargo.
Com a CPMF pendurada num placar tão apertado quanto incerto, surgem agora informações de que o governo estaria estimulando o adiamento da renúncia de Renan. De acordo com Josias de Souza, por exemplo, o governo cuida para que nenhuma “nova marola” tumultue o já conspurcado ambiente do plenário.
Trata-se agora de postergar a renúncia de Renan à presidência da Casa. O objetivo, segundo ainda Josias de Souza, é empurrar para depois da votação da CPMF a abertura do processo de escolha do novo presidente do Senado. “Dá-se de barato entre os senadores que Renan está absolvido. O conforto vem dos entendimentos de Renan com o Planalto nos bastidores. Prevaleceu a percepção de que cassado, Renan mobilizaria algo como meia dúzia de votos contra a CPMF, enterrando de vez o tributo”, diz Josias de Souza.
Ricardo Noblat argumenta em seu blog que se Renan Calheiros não renunciar ao cargo e for absolvido hoje pelo plenário, corre o risco de permanecer presidente do Senado, sem a necessidade de uma nova eleição para um mandato tampão. Com todo esse inbróglio, não é a toa que pesquisa DataFolha constatou que para 45% dos brasileiros, o Congreso é ruim ou péssimo.
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