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Coletânea de Causos
Incentivado por amigos resolvi escrever também causos particulares vivenciados ao longo dos anos. Alguns relatos são hilários, e dignos de levar ao programa Que História é Essa, Porchat. Seguem os causos em forma de coletânea.
A revista Época revelou certamente o por que do todo ex-poderoso do Senado, o ex-diretor geral da Casa Agaciel Maia, ter os senadores nas mãos. Agaciel mandou construir uma escada secreta. Ela ligava seu gabinete no 3o andar do Anexo I do Senado – a torre onde estão os escritórios mais disputados pelos senadores – ao pavimento de baixo, onde mantinha uma espécie de bunker.
Com cerca de 130 metros quadrados, ele tinha banheiro privativo, sofás e tapetes vermelhos, spots com luz especial, frigobar, equipamentos de som e de vídeo e um telão. Uma mesa de reunião e cabos de computadores – as máquinas foram retiradas antes de a sala ser descoberta – sugerem que o bunker pode também ter sido usado para atividades e encontros reservados. Algumas delas bem íntimas, por algumas evidências encontradas no local: manchas nos sofás, revistas e vídeos eróticos – um deles com o título de Tardes molhadas – e uma bisnaga pela metade de KY, com prazo de validade até dezembro de 2009. O KY é um gel lubrificante indicado para sexo.
O bunker deveria servir não só a Agaciel, mas com toda a certeza aos senadores para manter seus encontros amorosos e secretos. Daí se preservar a figura de Agaciel Maia nas denúncias que pesam contra ele. Agaciel além de ser um arquivo vivo por saber demais sobre as maracutaias que acontecem no Senado, pelo o que diz a Época, ao criar um banker para reuniões “secretas” e “amorosas” com toda a certeza tinha o apoio da maioria dos senadores sexagenários.
Resta saber agora qual será a posição de Agaciel Maia depois que a comissão de sindicância do Senado que investigou a produção de atos secretos na Casa concluiu que ele e João Carlos Zoghbi [Recursos Humanos] cometeram crimes de improbidade e prevaricação. Os senadores – que tiveram parentes nomeados e exonerados pelos atos- não foram alvo de investigação da comissão. Na semana que vem, o presidente José Sarney (PMDB-AP) vai decidir se abre processo administrativo contra os dois, o que poderá levá-los a demissão com perda de aposentadoria. A conferir!
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