E-book

Baú de um Repórter

O blog cria um novo espaço pra relembrar causos e editoriais, clique aqui para acessar o e-book.

Coletânea de Causos

Que causos são esses, Barbosa?

Incentivado por amigos resolvi escrever também causos particulares vivenciados ao longo dos anos. Alguns relatos são hilários, e dignos de levar ao programa Que História é Essa, Porchat. Seguem os causos em forma de coletânea.

Política

Só com frente ampla Lula poderá reverter favoritismo de Flávio, diz Felipe Nunes, da Quaest

Está no Brasil 247

O presidente Lula precisará reconstruir uma frente ampla e ampliar seu eleitorado para tentar reverter o favoritismo de Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno da eleição presidencial. A avaliação é de Felipe Nunes, diretor da Quaest, em análise publicada pelo Globo.

Segundo Nunes, Flávio chega à etapa decisiva em uma posição historicamente favorável. O pesquisador destaca que, nas eleições presidenciais brasileiras, os candidatos que encerraram o primeiro turno na liderança acabaram vencendo a disputa no segundo.

Voto útil fortaleceu Flávio na reta final

Na avaliação do diretor da Quaest, um dos movimentos determinantes da reta final foi a consolidação do chamado voto útil no campo da direita. Eleitores que anteriormente declaravam apoio a candidaturas alternativas migraram para Flávio Bolsonaro, que avançou oito pontos.

Nunes considera que o fenômeno também revela uma mudança estrutural no comportamento do eleitor brasileiro. A identificação ideológica ganhou importância e passou a orientar de maneira mais clara as escolhas eleitorais.

Segundo ele, apenas 4% dos eleitores atualmente não se identificam com a esquerda, a direita ou o centro. Em 2002, essa parcela chegava a 25%. Nesse novo ambiente, valores, identidades políticas e visões de mundo passaram a ter peso crescente na definição do voto.

Insatisfação ajudou oposição

Outro elemento apontado por Nunes é a insatisfação de uma parcela do eleitorado com o governo. A avaliação negativa da administração, a ausência de uma percepção mais disseminada de melhora no bem-estar e a dificuldade de responder a algumas das principais preocupações da população teriam alimentado o desejo de mudança.

Escândalos e crises políticas também contribuíram para esse ambiente. Segundo a análise, uma parcela dos eleitores passou a interpretar esses episódios como problemas do próprio sistema político, e não necessariamente de uma candidatura específica.

Entre os eleitores identificados com a direita, por exemplo, Nunes avalia que a explicação apresentada pela campanha de Flávio Bolsonaro para o episódio envolvendo o áudio com Vorcaro foi aceita.

Frente ampla será decisiva para Lula

Para Felipe Nunes, o principal desafio de Lula agora é reconstruir a coalizão política e social ampla que poderá sustentar uma virada no segundo turno.

Isso significa buscar novamente setores que estiveram próximos do presidente em outros momentos, mas que se afastaram do governo ou optaram por candidaturas alternativas no primeiro turno. Entre esses grupos estão eleitores de perfil liberal no campo social e segmentos que se sentiram decepcionados com a atual gestão.

Os votos destinados aos demais candidatos podem ter papel central. Juntos, eles representam cerca de 8% do eleitorado — contingente expressivo em uma eleição apertada.

A tarefa, porém, não será simples. Parte desses eleitores rejeita simultaneamente Lula e Flávio Bolsonaro, o que torna a disputa por esse segmento especialmente difícil.

Abstenção e debates podem abrir caminho

Outra frente para a campanha de Lula será a mobilização dos eleitores que não compareceram às urnas no primeiro turno. A redução da abstenção pode alterar a composição do eleitorado e abrir espaço para a recuperação do presidente.

Os debates também ganham importância nessa nova etapa. Diferentemente do primeiro turno, a disputa direta oferece a Lula a oportunidade de confrontar seu adversário e tentar convencer tanto os indecisos quanto os eleitores que hoje rejeitam as duas candidaturas.

Na avaliação de Nunes, portanto, a possibilidade de virada passa por uma combinação de estratégias: recompor a frente ampla, recuperar eleitores decepcionados, disputar os votos das candidaturas eliminadas e mobilizar quem ficou fora da primeira votação.

Rio teve dinâmica própria

O diretor da Quaest também analisou o resultado eleitoral no Rio de Janeiro, onde identificou uma dinâmica particular. Segundo ele, a situação judicial de Garotinho abriu espaço para o crescimento da candidatura de Douglas Ruas.

Nunes destaca ainda o peso das igrejas evangélicas na formação do voto no estado, elemento que ajudou a produzir uma configuração eleitoral diferente daquela observada em outras regiões do país.

Com o segundo turno aberto, a avaliação do diretor da Quaest indica que Lula terá de ampliar significativamente sua coalizão para alterar uma correlação de forças que, neste momento, favorece Flávio Bolsonaro.

Foto: Portal Makingof

Compartilhe:

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *