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Coletânea de Causos

Que causos são esses, Barbosa?

Incentivado por amigos resolvi escrever também causos particulares vivenciados ao longo dos anos. Alguns relatos são hilários, e dignos de levar ao programa Que História é Essa, Porchat. Seguem os causos em forma de coletânea.

Geral

SUS Mediado implantado no RN serve de modelo para outros estados

Implantado em 2012 pela Defensoria Pública do Estado do Rio Grande do Norte (DPE-RN) com o objetivo de reduzir a judicialização da Saúde, o programa SUS Mediado já está servindo de modelo para outros estados da Federação.  Os resultados alcançados pelo programa no Rio Grande do Norte estão despertando o interesse de governos estaduais, como é o caso de Rondônia que implantou o programa mês passado, inclusive, conservando o mesmo nome.  A meta da DPE de Rondônia é reduzir as demandas de judicialização da saúde, como pedidos de vagas em UTIs, cirurgias complexas e aquisição de medicamentos que oneram o Governo do Estado.

Procuradores e Defensores dos estados da Bahia, Pernambuco, Paraíba, Roraima, Tocantins, Ceará e Minas Gerais também já visitaram a Defensoria Pública do RN, demonstrando interesse no desenvolvimento de um programa de mediação nos conflitos relacionados à Saúde. A procuradora estadual Adriana Torquato, uma das idealizadoras e coordenadora do programa na Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap), diz estar feliz em ver que esse modelo está servindo de inspiração para outros estados, constituindo-se em uma alternativa para lidar melhor com a judicialização.

“O caráter pioneiro do programa está chamando a atenção pela abordagem mais dialogada com os usuários que já chegam extremamente cansados na Defensoria e ali encontram um ambiente de acolhimento, ao invés de litígio e disputa judicial. Nós estamos buscando soluções para os problemas da Saúde porque nossa proposta é solucionar os problemas sem ter que recorrer ao Judiciário”, afirma Adriana.

O programa funciona mediante acordos de cooperação firmados com as Secretarias Estadual e Municipais de Saúde, as Defensorias Públicas e a Procuradoria Geral do Estado.  “Nosso desejo é que possamos expandir a estrutura do programa com um número maior de defensores, procuradores e, especialmente, no apoio do grande ator da mediação que é o profissional de saúde. O próprio Conselho Nacional de Justiça (CNJ) identificou a promoção à mediação como uma de suas principais metas. Os tribunais superiores têm se expressado no sentido de estimular as mediações em todo o Brasil, como forma de descongestionar o número de processos judiciais”, disse Adriana.

No Rio Grande do Norte, segundo a Corregedoria da Defensoria Pública, em 2015 o programa atingiu 35% de resolutividade, outros 30% são encaminhados para a Justiça Federal, quando não há nos programas oficiais a sua incorporação. “Porque a União também faz parte do Sistema Único de Saúde e precisa estar presente na divisão dos custos”, explica.

E o que fica para ser judicializado são justamente os casos que estão na outra parte do programa, quando o usuário solicita medicamentos e serviços que estão inclusos na política de saúde, mas o Estado de alguma forma não consegue atender.  “Para esses casos, o programa judicializa porque buscamos uma solução completa da questão, seja mediando ou judicializando, tanto na Justiça Estadual como na Federal”, completa a procuradora.  (Com informação da ascom da Sesap)

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