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Coletânea de Causos
Incentivado por amigos resolvi escrever também causos particulares vivenciados ao longo dos anos. Alguns relatos são hilários, e dignos de levar ao programa Que História é Essa, Porchat. Seguem os causos em forma de coletânea.
Quando empresários rendem homenagens a políticos é porque tem algo de errado. Ou melhor, de interesse. É o caso da homenagem que a classe empresarial do Rio Grande do Norte prestará logo mais às 12h, num almoço oferecido aos senadores José Agripino Maia (RN), líder da bancada do DEM, e Rosalba Ciarlini (DEM-RN), e ao deputado federal Felipe Maia (DEM-RN), no Hotel Imirá, na via Costeira, em Natal, pelo fato dos três parlamentares terem votado favorável a derrubada da CPMF [Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira].
O presidente Lula já havia dito que o fim da CPMF só interessava a classe empresarial que iria deixar de pagar o imposto do cheque, e prejudicar a classe menos favorecida da sociedade que teria as verbas dos programas sociais reduzidos e o dinheiro pra saúde pública minguado. Parece que Lula tinha mesmo razão. O resultado está aí, parlamentares que votaram contra a CPMF sendo homenageados como se tivessem feito um grande bem ao país.
Num país em que os banqueiros ditam as regras, não é surpresa empresários prestarem homenagens a políticos que contribuem para que o bolso deles – dos empresários – não sofram qualquer tipo de redução em suas cifras, mesmo que para isso estejam contribuindo para programas sociais. Há de salientar-se que o imposto do cheque foi criado no governo de Fernando Henrique Cardoso, em que o extinto PFL, hoje DEM, fazia parte, e apoiou a sua criação. Hoje, no entanto, o discurso dos democratas é diferente. Talvez por ser oposição.
Não estou aqui defendendo a CPMF, que acho por ser um imposto provisório, como o próprio nome já diz, teria que um dia acabar. Mas o governo propôs, embora que de última hora, que os recursos arrecadados com o imposto fossem destinados só à saúde – como era o seu projeto original -, mas a oposição, entenda-se, DEM e PSDB, não concordaram. Por que? Será que por 2008 ser um ano eleitoral e temer que o governo tomasse proveito disso? Sem explicação!
O fato é que a classe empresarial está agradecida aos democratas e tucanos pelo governo não ter que taxar mais os vultosos recursos de suas empresas que ficam guardados nos cofres dos bancos.
algo de erradÃssimo mesmo,afinal o dem jamais votaria alguma medida que beneficiasse os setores mais pobres da população,é um partido elitista,que está na dianteira da história.só espero que os tres demos do mal tenham o troco quando se candidatarem para renovar seus mandatos.