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Coletânea de Causos
Incentivado por amigos resolvi escrever também causos particulares vivenciados ao longo dos anos. Alguns relatos são hilários, e dignos de levar ao programa Que História é Essa, Porchat. Seguem os causos em forma de coletânea.

Está no Brasil 247
O ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Elias Rosa, afirmou nesta segunda-feira (31) que o governo de Donald Trump concordou em restabelecer as relações comerciais com o Brasil sob novos parâmetros. A declaração foi feita após reunião com o Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR), Jamieson Greer, a respeito do tarifaço de 37,5% sobre produtos brasileiros. Segundo o ministro, o Brasil descarta expressamente qualquer possibilidade de ingerência dos EUA sobre o Pix nos termos do acordo.
“[Foi uma] reunião de retomada do diálogo, reunião de retomada da negociação. Obviamente, nós não avançamos em nenhum ponto de negociação sobre setores, sobre oferta, sobre conteúdo”, afirmou Elias Rosa a jornalistas após as negociações.
Elias Rosa refutou os argumentos do governo Trump utilizados para aplicar o tarifaço e afirmou que o entendimento surgiu após o recente telefonema entre os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Donald Trump.
“Primeiro, deixar muito claro que o Brasil não aceita as tarifas que forma impostas em julho último. Elas são indevidas, elas são injustas, elas são descabidas, por todos aqueles argumentos que já foram apresentados. Nós ressaltamos, por exemplo, a questão do desmatamento. O Brasil vem apresentando quedas significativas no desmatamento ilegal ano a ano. Nós tivemos no caso da Amazônia uma redução de 50%. Nós tivemos no caso do Cerrado o menor índice dos últimos cinco anos. Nós tivemos também na Caatinga menos 34% de desmatamento ilegal. Na questão do Pampa, menos 41% do desmatamento ilegal. Isso tudo foi apresentado para os Estados Unidos”, afirmou.
“Assim como também falamos da questão do Pix. O Pix é um patrimônio do Brasil. Mais de 80% dos brasileiros utilizam. Não há possibilidade de negociarmos o funcionamento do Pix. Isso foi ressaltado”, afirmou.
“Reiteramos, o nosso ministro Mauro Vieira, reiterou todos os pontos da 301 para que pudesse ser definitivamente esclarecido, que são indevidas as tarifas, com base naqueles argumentos”, afirmou.
“A reunião só foi possível graças à conversa direta do presidente Lula com o presidente Trump. Nós deixamos claro, eu mesmo reiterei, o propósito do presidente Lula para que nós definitivamente trabalhemos para que haja um acordo, o mais abrangente possível, que afaste essas tarifas indevidas e injustas”, afirmou.
De acordo com o ministro, o próprio Trump recomendou um acordo com o Brasil, e foi alcançado um “consenso positivo”.
“Por outro lado, o USTR noticiou que a recomendação do presidente Trump é para que nós trabalhemos para um acordo. Ele mencionou ter acompanhado o telefonema do presidente Lula, e disse que também trabalhará para que cheguemos a um consenso ou um acordo”, afirmou.
“Houve um consenso positivo. Reconhecemos ambos que estamos diante de um novo cenário, novas bases para trabalharmos por esse acordo. Por que? Porque até julho trabalhávamos com a ideia de não ocorrer a aplicação de tarifas excessivas ao Brasil, e agora trabalhamos com um novo cenário. Não é verdade que hoje as tarifas praticadas pelo Brasil sejam superiores às tarifas aplicadas pelo Brasil, como antes de julho eles diziam. Eles diziam que as nossas tarifas eram muito elevadas e as deles muito baixas. Hoje, a verdade é que, com a aplicação dos 37,5% nós temos um desequilíbrio ainda maior em favor deles. Qualquer concessão da parte do Brasil só aumentará o déficit para o Brasil. Por isso, há um novo cenário e novas bases”, afirmou.
“Há um compromisso político que foi reiterado, tanto por parte do governo americano quanto por parte do governo brasileiro. Da nossa parte foi reiterado o propósito de fazer um acordo e há um reconhecimento de que estamos em face de um novo cenário, novas bases, e que vamos daqui para a frente discutir como restabelecer essa relação comercial”, afirmou.
Elias Rosa também afirmou que estão previstas novas rodadas de negociações para os próximos dias, reiterando que as bases para um novo entendimento foram renovadas.
“Mencionei a eles que não é do interesse do Brasil que haja uma retração dos Estados Unidos na nossa pauta exportadora. Ao contrário, ao longo de dois séculos eles foram o principal parceiro comercial do Brasil, e nós queremos que isso volte a acontecer, mas para isso é preciso que haja da parte deles o reconhecimento de que para reequilibrar, o acordo precisa ser reciprocamente bom. As equipes técnicas provavelmente vão se reunir nos próximos dias ou nas próximas semanas, e nós vamos voltar a nos reunir. Combinamos de fazer reuniões virtuais e eventualmente reuniões presenciais no final do mês ou um pouco mais adiante. O fato é que nos próximos dias teremos reuniões técnicas para aclarar as bases desse acordo possível”, afirmou.
“Nós não vamos seguir na linha do que vinha antes, porque era uma proposta de acordo muito genérica, que o Brasil já recusou, já afastou, e insistimos nesse ponto em relação às negociações, e vamos aguardar agora os próximos passos. Continuo muito otimista, como estava na semana passada porque, sobretudo agora, com o telefonema do presidente Lula com o presidente Trump, parece haver de fato uma orientação clara do governo americano para que haja um acordo com o Brasil, que reequilibre a relação e a política tarifária”, afirmou.
Foto reproduzida da Internet
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