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Coletânea de Causos
Incentivado por amigos resolvi escrever também causos particulares vivenciados ao longo dos anos. Alguns relatos são hilários, e dignos de levar ao programa Que História é Essa, Porchat. Seguem os causos em forma de coletânea.
Enquanto os natalenses esperam pelas propostas e movimentações dos candidatos a prefeito, os marqueteiros trabalham avidamente nos últimos retoques do material de campanha que irá as ruas a partir deste domingo. A criatividade tem que estar na tez dos candidatos porque a legislação eleitoral é rÃgida e não permite excessos em busca de votos.
Mas, o que dizer ao eleitor? Essa é a pergunta chave de uma campanha. O que mostrar? O que deseja alcançar? Enfim, qual o carro-chefe das propostas que tentarão sensibilizar o eleitorado, tão cansado das mesmas promessas e dos mesmos candidatos. Assim, como cansado de ser obrigado a votar.
O que irão dizer Fátima Bezerra (PT) e Micarla de Souza (PV) ao povo de Natal? Micarla já deve ter um discurso prontinho da Silva, porque sua campanha já tem marqueteiro e toda uma estrutura montada. E o discurso inicial, bem guardado até domingo, repousando e sendo lido de vez em quando pela candidata. Fátima, por outro lado, só definiu seu marqueteito nesta sexta-feira para pensar na sua campanha. A deputada federal tem enfrentado muitas dificuldades. Começou com a resistência de Rogério Marinho, que queria ser candidato pelo PSB, fazendo com que a candidata do chamado “acordão” ficasse com uma agenda negativa até a conclusão da convenção do Partido Socialista Brasileiro. Depois, amargou a frieza de Garibaldi que sugeriu a retirada do seu nome e por último, suou para conseguir alguém que quisesse ser vice. Ela, porém, tem um discurso pronto. Pode começar contando como sofreu para viabilizar sua candidatura. E o povo, pode crer, adora vÃtimas…
Já os candidatos dos partidos pequenos sabem que suas chances são pequenas. Nem vão gastar muito, mas apenas marcar presença pensando no futuro. No fundo, aquela vaidadezinha de ter no currÃculo “candidato a prefeito de Natal”. E existem bons nomes que poderiam até ter uma chance de ser eleito caso no Brasil o voto não fosse obrigatório. AÃ, a conversa seria ooutra, porque terÃamos o voto com convicção.
E o eleitor? Como está vendo a véspera da campanha eleitoral. A maioria, como eu, cansada de ver o mesmo filme, com os mesmos atores, um filme dramático que aborda traições, jogos, decisões de última hora… Tanta coisa! O eleitor está com uma vontade de ver algo novo, uma proposta consistente, um plano de desenvolvimento – digamos assim -, que não ficasse apenas na retórica.
É isso, senhores marqueteiros. Vocês têm um pouco mais de dois meses para montar algo novo. Quase 70 dias para mostrar um candidato diferente, daqueles que empolgam, para mostrar alguém consistente que possa governar com carinho a Cidade do Sol. Alguém que não tenha apenas um bom discurso.
Por Leonardo SodréÂ
* Léo Sodré é jornalista e escritor, e escreve artigos e crônicas sempre nos finais de semana como colaborador do Blog
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