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Coletânea de Causos
Incentivado por amigos resolvi escrever também causos particulares vivenciados ao longo dos anos. Alguns relatos são hilários, e dignos de levar ao programa Que História é Essa, Porchat. Seguem os causos em forma de coletânea.
O blog faz a pergunta com base nas informações que vieram à tona após a Operação Castelo de Areia, deflagrada pela Polícia Federal na semana passada em que foram presos 10 pessoas, sendo quatro diretores e duas secretárias da construtora Camargo Corrêa e quatro supostos doleiros, suspeitos de integrarem uma rede criminosa de lavagem de dinheiro, remessas de recursos ilegais ao exterior, desvio de verbas públicas e contribuições irregulares a legendas partidárias e políticos.
Não estou aqui questionando se a doação de dinheiro por parte da iniciativa privada a partidos e a políticos é certo ou não, até porque a legislação permite isso, desde que seja declarada à Justiça Eleitoral. A dúvida é sobre se esse “dinheiro é sujo”, tendo em vista as suspeitas acima citadas envolvendo o nome da Camargo Corrêa, uma das maiores doadoras de recursos a campanhas políticas. Sim, por que sendo o “dinheiro sujo”, por mais que a doação a partidos e políticos seja uma coisa permitida por lei, essa doação passa a ser ilícita.
Não acredito também que uma empresa privada vá tirar recursos de seu caixa para entregar a partidos ou políticos. Daí, a suspeita de que as doações fazem parte de “dinheiro sujo” conseguido através de desvio de verbas públicas – caso de obras superfaturadas – e da lavagem de dinheiro. E, claro, tudo isso em troca de alguma coisa.
E qual o interesse da Fiesp [Federação das Indústrias do Estado de São Paulo] nisso tudo? A Fiesp é uma entidade poderosa, talvez até mesmo que a própria CNI [Confederação Nacional da Insdústria], pois é em São Paulo que se concentra o maior PIB [Produto Interno Bruto] brasileiro. Explica-se então o seu interesse em que as empresas a ela filiadas ajudem a partidos e políticos das mais diferentes matizes.
Quem não se lembra da derrubada da CPMF [Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira] no Senado. A Fiesp tinha o maior interesse em que a CPMF caísse. Por que? Porque as grandes empresas eram as maiores contribuidoras do imposto. Daí caro leitor, existir uma lista com nomes de partidos e políticos que recebem doações de empresas como a Camargo Corrêa, seja para as campanhas ou formação de caixa dois, conforme relatório da Polícia Federal.
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