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Baú de um Repórter

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Coletânea de Causos

Que causos são esses, Barbosa?

Incentivado por amigos resolvi escrever também causos particulares vivenciados ao longo dos anos. Alguns relatos são hilários, e dignos de levar ao programa Que História é Essa, Porchat. Seguem os causos em forma de coletânea.

Editorial

Você caro leitor, acredita mesmo nessa conversa de fim do radicalismo?

De uns tempos pra cá os políticos do Rio Grande do Norte só falam no fim do radicalismo. O assunto começou a render com a aliança entre o DEM e o PMDB já na campanha passada para as eleições municipais em algumas cidades do interior, quando o senador José Agripino Maia (DEM), e o deputado Henrique Eduardo Alves (PMDB), falaram em palanque – isso foi em São José de Mipibu – que o RN estava sacramentando alí o fim do radicalismo. A governadora Wilma de Faria (PSB) também tomou gosto pela palavra e agora vez por outra prega a mesma coisa: o fim do radicalismo.

Isso está me cheirando a retórica de discurso, onde os interesses pessoais se sobrepõem aos interesses partidários. Eu sei e toda a torcida do Flamengo e do ABC juntas sabem que  política não se faz sem uma pitada de radicalismo. Não o radicalismo exarcerbado, da crítica pela crítica, das agreessões pessoais, mas o radicalismo de se contrapor, de críticas sobre o que está errado fundamentada em argumentos plausíveis. Isso faz parte da política. Até porque adversários na política vão sempre existir, pois a política é a arte do contraditório.

Sinceramente, posso estar até equivocado, mas não levo muita fé nesse “novo” discurso que está se pregando na política do Rio Grande do Norte. Acho que o que está em jogo aí é a eleição de 2010, onde três grandes lideranças políticas do estado devem disputar duas cadeiras no Senado: Wilma de Faria (PSB), Garibaldi Alves (PMDB) e José Agripino Maia (DEM). Daí, já estar se pregando desde agora o “fim do radicalismo”, ou seria uma “nova paz pública”?

Entendo que quando a campanha para as eleições municipais deste ano começar a palavra radicalismo certamente volta à moda. Sim, porque discurso em palanque é diferente de uma entrevista na mídia. Com os ânimos inflamados pelo acirramento que as campanhas normalmente levam, dificilmente vai se ver algum político elogiando a postura de seu adversário ou evitando criticá-lo. Sinceramente, você meu caro leitor, acredita no fim do radicalismo?

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