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Coletânea de Causos
Incentivado por amigos resolvi escrever também causos particulares vivenciados ao longo dos anos. Alguns relatos são hilários, e dignos de levar ao programa Que História é Essa, Porchat. Seguem os causos em forma de coletânea.

Está na Revista Fórum
Daniel Vorcaro tenta uma nova aproximação com o ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), justamente quando a Polícia Federal entra na reta final de uma das principais investigações do Banco Master e prepara os primeiros indiciamentos. A movimentação ocorre também sob a sombra de outra frente conduzida pelo ministro, que investiga Flávio Bolsonaro (PL-RJ) pela atuação nos repasses milionários para o filme “Dark Horse”.
Segundo a CNN Brasil, o novo advogado de Vorcaro, Daniel Bialski, pretende insistir na próxima semana em uma audiência no gabinete de Mendonça, relator do caso Master no Supremo. Uma primeira tentativa não prosperou e, até a manhã desta quarta-feira (19), a nova reunião ainda não havia sido agendada. O objetivo é tentar reabrir as tratativas para uma colaboração premiada do ex-banqueiro.
A movimentação ocorre depois de duas propostas de delação apresentadas por Vorcaro terem sido consideradas insuficientes. Bialski se juntou ao advogado Sérgio Leonardo para tentar uma nova rodada de negociação com a PF ou com a Procuradoria-Geral da República (PGR).
O criminalista já atuou na defesa de nomes do bolsonarismo, entre eles a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro e a ex-deputada Carla Zambelli. A Fórum mostrou no início de agosto que a contratação do escritório ocorreu no momento em que Vorcaro voltava a tentar viabilizar uma colaboração com as autoridades.
Vorcaro tenta reunião enquanto PF fecha primeira investigação do Master
O movimento da defesa acontece às vésperas de uma rodada decisiva de depoimentos. Vorcaro tem dois interrogatórios previstos pela Polícia Federal em uma semana. O primeiro está marcado para quinta-feira (20), por videoconferência, a partir da unidade prisional onde o ex-banqueiro está custodiado em Brasília.
Essa oitiva trata do inquérito que investiga a suposta contratação de perfis nas redes sociais para atacar o Banco Central e defender o Banco Master durante as negociações para a venda da instituição ao Banco de Brasília (BRB).
Na semana seguinte, Vorcaro deve ser interrogado em outra frente, relacionada às suspeitas de fraudes com cartas de crédito que, segundo a investigação citada pela CNN, alcançam R$ 12 bilhões em operações entre Master e BRB. A PF também apura uma relação entre Vorcaro e o então presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, incluindo suspeitas de pagamentos que poderiam chegar a R$ 150 milhões por meio de imóveis de luxo.
Depois das oitivas finais, a expectativa da PF é concluir ainda em agosto o primeiro inquérito do caso Master e encaminhar ao gabinete de André Mendonça um relatório com pedidos de indiciamento.
A defesa de Vorcaro, entretanto, pretende pedir o adiamento do depoimento desta quinta. Os advogados alegam que ainda precisam de acesso integral aos autos para preparar o ex-banqueiro.
Flávio Bolsonaro está em outra frente sob relatoria de Mendonça
Os indiciamentos esperados nesse primeiro relatório não devem ser confundidos com o inquérito específico que envolve Flávio Bolsonaro e o financiamento de “Dark Horse”. Não há, até o momento, informação pública de que a Polícia Federal já tenha decidido indiciar o candidato à Presidência.
Flávio, porém, é formalmente investigado em outra frente do caso Master também sob relatoria de André Mendonça. Em 23 de julho, o ministro autorizou a PF a investigar os repasses feitos por Vorcaro ao filme sobre Jair Bolsonaro depois de manifestação da PGR apontar elementos suficientes para a abertura da apuração.
Como mostrou a Fórum, a investigação busca esclarecer a origem e o destino do dinheiro enviado ao projeto e a atuação de Flávio na captação dos recursos junto ao então dono do Banco Master.
As apurações identificaram que Vorcaro destinou cerca de R$ 61 milhões ao projeto cinematográfico depois de ser procurado por Flávio. A PF passou a investigar se houve contrapartidas relacionadas à atuação parlamentar do senador e aos interesses do Banco Master.
A relação entre os dois não se restringiu ao pedido de recursos. A Fórum revelou que registros obtidos pelos investigadores apontam pelo menos cinco ligações entre Flávio Bolsonaro e Daniel Vorcaro em um intervalo de cerca de um mês. Os próprios dados analisados indicam que o número de contatos pode ser maior.
Delação de Vorcaro já esbarrou em Flávio Bolsonaro
A eventual colaboração de Vorcaro se tornou um dos pontos mais sensíveis do caso justamente pela rede política revelada nas investigações. A Fórum mostrou em junho que a PF rejeitou uma segunda tentativa de acordo após considerar insuficientes as informações apresentadas pelo ex-banqueiro.
Desde então, o avanço das apurações expôs novos contatos de Vorcaro com políticos, empresários e integrantes do sistema financeiro. Flávio passou a ocupar posição particularmente delicada depois que vieram a público o pedido de dinheiro para “Dark Horse”, os repasses milionários e os registros de telefonemas entre os dois.
É nesse cenário que a defesa troca de estratégia e volta a bater à porta de André Mendonça. De um lado, a PF corre para concluir os primeiros relatórios do escândalo Master. De outro, uma investigação autorizada pelo próprio ministro mantém Flávio Bolsonaro entre os personagens sob apuração. Qualquer eventual indiciamento do senador dependerá, porém, das conclusões da Polícia Federal no inquérito correspondente.
Foto reproduzida da Internet
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