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Coletânea de Causos

Que causos são esses, Barbosa?

Incentivado por amigos resolvi escrever também causos particulares vivenciados ao longo dos anos. Alguns relatos são hilários, e dignos de levar ao programa Que História é Essa, Porchat. Seguem os causos em forma de coletânea.

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Vereador de Natal do partido de Bolsonaro chama povo do interior do RN de `corrupto´. Veja vídeo

O vereador Cícero Martins, que é do PSL – partido do presidenciável Jair Bolsonaro – em pronunciamento no Plenário da Câmara Municipal de Natal, chamou o povo do interior do Rio Grande do Norte de “corrupto”.

“Eu nunca vi um estado tão empestado de corrupto e nunca vi um estado pipocado de gente ruim”

Cícero Martins em entrevista esta semana ao tablóide Agora RN disse que Carlos Eduardo – candidato a governador do Rio grande do Norte –  está sendo oportunista. “Ele até conseguiu o apoio do PSL local, mas Jair Bolsonaro não o apoia – tanto é que não existe nenhum vídeo, nem texto falando de apoio político. Cadê?”

O vereador bolsonarista afirmou que a postura do ex-prefeito é de conveniência só para tentar vencer a eleição em segundo turno.

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Caetano Veloso: Tropicália

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2ª Turma do STF pedirá à PGR investigação sobre vídeo com ofensas a Rosa Weber

Está no G1

A Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) aprovou nesta terça-feira (23), por 5 votos a zero, requerimento para que a Procuradoria Geral da República (PGR) investigue vídeo publicado na internet com ofensas à presidente do Tribunal Superior Eleitoral, Rosa Weber, e a outros ministros do tribunal.

No vídeo, uma pessoa que afirma ser coronel Carlos Alves afirma que, se o TSE aceitar ação contra o candidato do PSL à Presidência, Jair Bolsonaro, irá sofrer as consequências. “Se aceitarem essa denúncia ridícula e derrubarem Bolsonaro por crime eleitoral, nós vamos aí derrubar vocês aí, sim”, diz o vídeo.

A proposta de investigação foi feita pelo ministro Gilmar Mendes e aprovada por todos os ministros.

No início da sessão da turma, o decano do tribunal, ministro Celso de Mello, pediu a palavra para criticar o vídeo. Segundo ele, o vídeo ofendeu a honra da ministra, que tem “honorabilidade inatacável” com “palavras grosseiras e boçais”.

Segundo Celso de Mello, alguns cidadãos abusam dos privilégios da liberdade de expressão. Para o ministro, foi um “ultraje inaceitável” ao Supremo o vídeo.

“Optam por manifestar ódio visceral e demonstrar intolerância com aqueles que consideram inimigo. Tem incapacidade de conviver com harmonia no seio de sociedade fundada em bases democráticas. Todo esse quadro imundo que resulta no vídeo que mencionei que, longe de traduzir liberdade de palavras, constitui corpo de delito com ofensas”, afirmou o decano.

Ex-presidente do Supremo, Cármen Lúcia, também endossou as palavras.

O ministro Gilmar Mendes afirmou que o país vive “momento delicado” e é preciso que haja serenidade.

“O que se quer é criar ambiente de terror e suspeitas se resultados não atenderem determinadas expectativas. Isso é crime de lesa pátria e lesa democracia”, afirmou Mendes, que propôs envio do caso à PGR para abertura de investigação.

O ministro Fachin também falou sobre o tema: “Agressão a um juiz é agressão a toda magistratura”, afirmou.

O advogado Alberto Toron, que atua no Supremo, pediu a palavra e citou ainda declarações do filho de Bolsonaro, que falou que bastava um soldado e um cabo para fechar o Supremo.

“Frase sobre cabo e soldado é de gravidade, atrocidade, não somente ao Judiciário, mas à democracia. Não basta ataque à instituição, há necessidade do achincalhe pessoal. Nós advogados, senhor presidente. mais que nossa solidariedade, queremos erguer nossas vozes para dizer que esses ataques são intoleráveis e inaceitáveis”, disse o advogado.

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Em qual Carlos Eduardo Alves o eleitor deve acreditar? O que elogia Fátima ou o que critica Fátima?

 O ex-prefeito de Natal, Carlos Eduardo Alves (PDT), quando no exercício do mandato, não poupou elogios à Fátima Bezerra (PT), quando ela era deputada federal (vide vídeo). Agora, que disputa o governo do Rio Grande do Norte em segundo turno contra a petista, critica ela.

Me parece que Carlos Eduardo Alves muda de opinião assim como quem troca de roupa. No primeiro turno da eleição, quando o candidato do seu partido, o PDT, Ciro Gomes disputava à presidência da República, ele, Carlos Eduardo trouxe até Ciro ao Rio Grande do Norte, onde na cidade de João Câmara, participaram de um comício.

Jurava-se aos quatro cantos do estado que Carlos Eduardo Alves era mesmo pedetista. Eís que veio o segundo turno e Ciro Gomes ficou de fora. E quem está na disputa para ver quem chega ao Planalto é o candidato de ultra-direita, Jair Bolsonaro (PSL) e Fernando Haddad (PT). Pois não é que, mesmo contra a determinação do PDT Carlos Eduardo Alves anunciou apoio a Bolsonaro. O partido de Carlos Eduardo Alves está apoiando Haddad.

Como se observa, Carlos Eduardo Alves não tem projeto político, tem projeto de poder onde seus interesses estão acima de qualquer coisa, depende da hora e do momento. Antes elogiava Fátima Bezerra, porque ela abria as portas em Brasília para ele poder administrar Natal, conforme relata em vídeo. Agora critica. Antes defendia as propostas do PDT nacionalmente, agora defende as propostas de um candidato de extrema-direita que é contra a esquerda, cujo PDT é alinhado.

Em qual Carlos Eduardo Alves devemos realmente acreditar?

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Gleisi Hoffmann: `instituições têm o dever de enfrentar ameaça autoritária´

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TSE nega pedido para tirar reportagem da Folha do ar que fala sobre esquema de financiamento de empresas para compartilhar mensagens em massa contra o PT

 Está no site Congresso em Foco

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) negou pedido do candidato à presidência da República Jair Bolsonaro (PSL) para tirar do ar a notícia do jornal Folha de S.Paulo sobre esquema de financiamento de empresas para compartilhar mensagens em massa contra o PT. (veja vídeo)

No entendimento do ministro Sérgio Silveira Banhos, relator do caso, “não se extraem da matéria impugnada elementos suficientes que configurem transgressão capaz de desequilibrar a disputa eleitoral e ensejar de plano a suspensão do conteúdo impugnado”.

Reportagem da Folha, divulgada na semana passada, revelou um esquema em que empresas teriam comprado pacotes de disparo em massa de mensagens contra o PT no aplicativo de mensagens instantâneas WhatsApp. Os pacotes, segundo a matéria, chegaram a R$ 12 milhões e a prática configura crime eleitoral.

A defesa do candidato entrou com um pedido de suspensão do conteúdo, alegando que a matéria da Folha torna-se “no mínimo, suspeita por ter sido produzida por uma jornalista declarada de esquerda e petista”. Além disso, os advogados dizem que o empresário mencionado na matéria, Luciano Hang, dono da Havan, e o Bolsonaro negaram publicamente envolvimento em qualquer irregularidade.

Depois da publicação, o ministro Banhos lembrou que o TSE abriu investigação para apurar os fatos narrados pelo jornal e que a Procuradoria-Geral da República determinou que a Polícia Federal instaurasse inquérito para apurar eventual utilização de esquema profissional, por parte das campanhas de Jair Bolsonaro e Fernando Haddad, com o propósito de propagar fake news.

Dessa forma, o tribunal entendeu que é preciso reservar a intangibilidade da liberdade de imprensa.

“O simples fato de a referida matéria ser investigada não altera a sua natureza jornalística. E, em termos de liberdade de imprensa, não se deve, em regra, suprimir o direito à informação dos eleitores, mas eventualmente conceder direito de resposta ao ofendido”, escreveu o ministro na decisão.

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Toffoli, Moraes e Celso de Mello reagem à fala de Eduardo Bolsonaro sobre fechamento do STF

Está no G1

Os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) Dias Toffoli, Celso de Mello e Alexandre de Moraes reagiram com firmeza às declarações do deputado federal reeleito Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) a respeito da Corte.

As declarações, num vídeo de quatro meses atrás, repercutiram neste fim de semana. Nelas, o deputado diz que o STF poderia ser fechado caso houvesse alguma tentativa de impugnação da candidatura do pai dele, o candidato à Presidência da República Jair Bolsonaro. Nessa gravação, Eduardo Bolsonaro fala que para fechar o STF basta “um soldado e um cabo”.(Leia mais abaixo)

Dias Toffoli

O presidente do Supremo, Dias Toffoli, afirmou por meio de nota nesta segunda-feira (22) que “atacar o Poder Judiciário é atacar a democracia”: “O Supremo Tribunal Federal é uma instituição centenária e essencial ao Estado Democrático de Direito. Não há democracia sem um Poder Judiciário independente e autônomo. O País conta com instituições sólidas e todas as autoridades devem respeitar a Constituição. Atacar o Poder Judiciário é atacar a democracia.”

Celso de Mello

O ministro Celso de Mello, decano do STF, se manifestou enviando uma declaração por escrito para o jornal “Folha de São Paulo”.

Celso de Mello escreveu: “Essa declaração, além de inconsequente e golpista, mostra bem o tipo (irresponsável) de parlamentar cuja atuação no Congresso, mantida essa inaceitável visão autoritária, só comprometerá a integridade da ordem democrática e o respeito indeclinável que se deve ter pela supremacia da Constituição!!!! Votações expressivas do eleitorado não legitimam investidas contra a ordem político-jurídica! Sem que se respeitem a Constituição e as leis, a liberdade e os direitos básicos do cidadão restarão atingidos em sua essência pela opressão do arbítrio daqueles que insistem em transgredir os signos que consagram o Estado democrático de direito.”

Alexandre de Moraes

Nesta segunda, num evento sobre os 30 anos da Constituição, o ministro Alexandre de Moraes, também do STF, criticou a declaração de Eduardo Bolsonaro. “É algo inacreditável é que no Brasil, século XXI, a Constituição com 30 anos, ainda tenhamos que ouvir tanta asneira vinda da boca de quem representa o povo. E que confirma uma das frases mais importantes de um dos grandes democratas, um dos pais fundadores dos Estados Unidos, Thomas Jefferson, que disse: ‘o preço da liberdade é a eterna viglância'”, afirmou.

O ministro disse que vai pedir abertura de inquérito à Procudoria Geral da República pra investigar as declarações: “Isso é crime tipificado na Lei de Segurança Nacional. Artigo 23, Inciso terceiro. Incitar animosidade entre Forças Armadas e insitutições civis”.

O vídeo

No vídeo, gravado durante uma aula num cursinho do Paraná, o deputado, reeleito este ano com a maior votação da história, foi questionado por alguém se havia a possibilidade de o STF agir para impedir que o pai dele, Jair Bolsonaro, assumisse caso ganhasse já no primeiro turno. E, nessa hipótese, se o Exercito poderia agir.

“Aí já está caminhando para um estado de exceção, né? O STF vai ter de pagar para ver e aí quando pagar para ver vai ser ele contra nós”, respondeu Bolsonaro.

Eduardo Bolsonaro continuou o raciocínio, falando sobre a hipótese de o STF impugnar a candidatura de Bolsonaro, atribuição que sequer é do Supremo, e sim do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Eduardo disse: “Mas se o STF quiser arguir qualquer coisa, sei lá – recebeu uma doação ilegal de cem reais do José da Silva… pô, impugna a ação dele… a candidatura dele. Eu não acho isso improvável, não. Mas aí vai ter que pagar para ver. Será que eles vão ter essa força mesmo? O pessoal até brinca lá, cara: ‘se quiser fechar o STF, você sabe o que você faz? Você não manda nem um jipe. Manda um soldado e um cabo’. Não é querer desmerecer o soldado e o cabo, não.”

O deputado prosseguiu, desmerecendo o papel do STF: “O que que é o STF, cara? Tira o poder da caneta de um ministro do STF, o que ele é na rua? Vc acha que a população… Se você prender um ministro do STF, vc acha que vai ter uma manifestação a favor dos ministros do STF?’

Candidatos

Neste domingo, em São Luís, no Maranhão, o candidato do PT à Presidência da República, Fernando Haddad, repercutiu as declarações.

“Há muito medo de violência por parte do Bolsonaro. Cê vê que o filho dele chegou a gravar uma notícia, um pensamento, se é que pode chamar assim o jeito o que eles falam, a coisa é tão impressionante, não sei se a pessoa pensou pra falar, mas diz que prender, fechar o supremo tribunal federal é coisa de… se eles desafiarem o poder executivo, mandariam um cabo e um soldado… um cabo e um soldado, nem de jipe precisariam… e uma pessoa que fala isso, não se se pensa pra falar, mas se nem um ministro do Supremo hoje está a salvo, voce imagina o policial federal que discorda”, disse Haddad.

O candidato Jair Bolsonaro reagiu, surpreso, quando perguntado sobre o vídeo em que o filho faz as declarações sobre o Supremo. “Isso não existe. Se alguém falou em fechar o STF, precisa consultar um psiquiatra”, disse.

Ao ser informado por jornalistas de que a declaração era do seu filho, Bolsonaro duvidou da informação. “Eu desconheço. Duvido. Alguém tirou de contexto”, afirmou o candidato a presidente.

O que diz Eduardo Bolsonaro

No próprio domingo (21), Eduardo Bolsonaro se manifestou em uma rede social sobre o vídeo. Ele disse que apenas respondeu a uma hipótese esdrúxula sobre a impugnação sem qualquer fundamento de Jair Bolsonaro.

Ele afirmou que jamais acreditou nessa possiblidade, mas que, se algo parecido acontecesse, seria algo fora da normalidade democrática.

O deputado disse que citou apenas uma brincadeira que diz ter ouvido na rua. Eduardo Bolsonaro afirmou ainda que se foi infeliz e atingiu alguém pede desculpa tranquilamente e diz que não era intenção dele.

Ele disse que a divulgação do vídeo não é motivo para alarde e visa a atingir o pai, Jair Bolsonaro. Eduardo diz que tem a consciência tranquila e que o momento é de acalmar os ânimos que, segundo ele, são inflados propositadamente para criar uma atmosfera de instabilidade. O deputado concluiu que se alguém defender que o STF precisa ser fechado, de fato, essa pessoa precisa de psiquiatra.

A Procuradoria Geral da República informou que não vai se manifestar.

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Relembrando: Bolsonaro: `CNBB é a parte podre da Igreja católica´

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