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Coletânea de Causos
Incentivado por amigos resolvi escrever também causos particulares vivenciados ao longo dos anos. Alguns relatos são hilários, e dignos de levar ao programa Que História é Essa, Porchat. Seguem os causos em forma de coletânea.

Está no Brasil 247
Por meio de Mao Ching, porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, a China defendeu a “não interferência” quando questionada sobre a classificação das facções brasileiras Comando Vermelho (CV) e Primeiro Comando da Capital (PCC) como organizações terroristas pelos EUA.
Ching afirmou, nesta sexta-feira (29), que a China defende “consistentemente” que não haja interferência em assuntos internos de outros países. A informação foi divulgada pelo Global Times, diário sob a supervisão do People’s Daily, o jornal oficial do Partido Comunista Chinês.
A China confirmou que Mauro Vieira, chanceler brasileiro, a convite do Ministro das Relações Exteriores Wang Yi, fará uma visita oficial ao país de 31 de maio a 2 de junho.
▶️ Contexto: As duas facções foram designadas como “Terroristas Globais Especialmente Designados” e, a partir de 5 de junho, também serão classificadas como “Organizações Terroristas Estrangeiras”.
Ainda em janeiro, antes do anúncio da classificação, o Departamento de Guerra dos Estados Unidos publicou a nova “Estratégia Nacional de Defesa dos EUA”, com o objetivo de assegurar plena dominância militar e comercial “do Ártico à América do Sul”.
No documento, os Estados Unidos afirmam que estão dispostos a colaborar com países do continente americano. Por outro lado, alertam que podem optar por ações militares onde e quando julgarem que os interesses norte-americanos não estão sendo atendidos.
Quando a estratégia foi anunciada, o Departamento de Guerra usou como exemplo a operação militar que capturou o ex-ditador venezuelano Nicolás Maduro — acusado de comandar o Cartel de los Soles, considerado terrorista pelos EUA.
Segundo o documento, os Estados Unidos buscarão “paz por meio da força”. O lema vem sendo usado pelo governo Trump desde o início do segundo mandato do republicano. O combate ao chamado “narcoterrorismo” tem papel central nessa estratégia.
Estratágia de política externa
Em dezembro de 2024, a Casa Branca divulgou outro documento para traçar a nova Estratégia de Política Externa. Nele, o governo Trump indicou que passaria a focar mais na América Latina e deixaria outras questões globais para aliados ao redor do mundo.
Segundo a estratégia, os Estados Unidos vão passar a reajustar a presença militar em outros países para enfrentar “ameaças urgentes” no hemisfério ocidental. Os objetivos estariam ligados a questões de segurança nacional.
O documento afirma que o realinhamento militar na América Latina se baseará em três elementos principais:
A estratégia diz ainda que os EUA buscam “reafirmar e aplicar a Doutrina Monroe para restaurar a predominância americana no Hemisfério Ocidental”, com uma “retomada poderosa” da influência sobre a região. O foco seria o combate ao avanço chinês pela região.
“Negaremos a competidores de fora do Hemisfério a capacidade de posicionar forças ou outras capacidades ameaçadoras, ou de possuir ou controlar ativos de importância estratégica em nosso Hemisfério”, afirma o documento.
Segundo a estratégia, o governo Trump avalia que a influência de alguns países sobre a América Latina “será difícil de reverter”. Ainda assim, os EUA apostam no fato de que, muitas vezes, essa relação ocorre mais por interesses comerciais do que por alinhamento ideológico.
PCC e CV no radar
Em comunicado, os EUA afirmaram que CV e PCC estão entre “as organizações criminosas mais violentas do Brasil” e disseram que os grupos “comandam milhares de integrantes” e são responsáveis por “ataques brutais” contra policiais, autoridades públicas e civis.
Em uma rede social, o secretário Marco Rubio afirmou que a atuação das facções ultrapassa as fronteiras brasileiras e alcança outros países da região e os Estados Unidos.
“O governo Trump continuará usando todas as ferramentas disponíveis para proteger nossos interesses de segurança nacional e cortar financiamento e recursos de narcoterroristas”, escreveu.
O governo americano disse ainda que a medida reforça o compromisso da administração Trump de “desmantelar cartéis e organizações criminosas” na região.
Nos bastidores, o governo Lula atuava para tentar impedir que os Estados Unidos adotassem a medida.
Uma fonte ouvida pelo repórter Guilherme Balza, da GloboNews, afirmou que o governo brasileiro não foi avisado da medida.
Foto reproduzida da Internet
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