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Coletânea de Causos
Incentivado por amigos resolvi escrever também causos particulares vivenciados ao longo dos anos. Alguns relatos são hilários, e dignos de levar ao programa Que História é Essa, Porchat. Seguem os causos em forma de coletânea.
IstoÉ
Pronto para levantar voo
Foram poucas as vezes em sua curta e conturbada história em que o Brasil vivenciou mudanças tão amplas e profundas quanto as da última década. Em seu mais longo período democrático, o País acompanhou o lento e gradual processo de inserção
social de ampla parcela de sua população, que sempre viveu à margem de um Estado rico, porém historicamente desigual. Em apenas oito anos, mais de 25 milhões de brasileiros cruzaram a linha da pobreza e outros 30 milhões ascenderam à classe média. O desemprego, que sempre esteve entre as maiores preocupações do País, encerra 2010 com o menor índice de sua série histórica, chegando a impressionantes 5,7%. Tudo isso aliado a um aumento real da renda que hoje faz a classe C ser a maior consumidora de eletroeletrônicos do País e a maior compradora de imóveis. Números como esse chamam a atenção não só por sua dimensão, mas principalmente por mostrar a transformação econômica e social pela qual este país passou ao longo de dez anos. “O grande mérito do governo Lula foi ter baixado a taxa de juros. No começo dele, a taxa real estava em 10%, hoje está em 5%”, diz o economista e ex-ministro da Fazenda Luiz Carlos Bresser Pereira.
A redução dos juros foi, de fato, fundamental para o processo de transformação que o Brasil vem experimentando ao longo dessa década. Mas ela ocorreu em paralelo com uma mudança profunda na maneira de pensar o Estado. Pela primeira vez em décadas, a União passou a ter um papel de indutora da economia brasileira. A avidez em cortar custos, realizar superávits, enfim, tratar a máquina estatal como uma empresa privada, deu lugar à ideia de que cabe ao Estado estimular setores que não têm forças para crescer sozinhos e, também, oferecer segurança social e alimentar uma parcela da população que não tem condições para fazê-lo de forma própria. O grande exemplo disso, por certo, foram as medidas anticíclicas adotadas durante a maior crise financeira global desde a hoje mítica quebra da Bolsa de Nova York, em 1929. “Lula mudou o papel do Estado no País. Em vez de manter o papel pró-mercado, usou a força estatal para alavancar o investimento”, diz o economista Francisco Lopreato, da Unicamp.
Época
A Lula o que é de Lula
Por Paulo Moreira Leite
Oito anos depois de chegar ao Planalto, num ambiente de incertezas e tumulto, com a inflação em 12% e perspectivas complicadas de crescimento, vítima de terrorismo econômico nos últimos meses de campanha, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva deixa o governo.
Leva para casa uma popularidade histórica. Elegeu uma sucessora pela qual os adversários e mesmo determinados aliados não apostavam um Real furado. O desemprego se encontra num de seus patamares mais baixos de qualquer época e a concentração de renda diminuiu como poucas vezes se viu.
Chega a ser uma injustiça pedante questionar o papel de Lula sobre as realizações de seu próprio mandato, num esforço para transformar FHC no grande herói do governo Lula, num exótico exercício de futurologia do passado.
Conforme este ponto de vista, Lula seria responsável por tudo de ruim que ocorreu nos últimos a 8 anos, enquanto FHC teria direito aos louros de tudo o que ocorreu de bom.
Reconheço méritos importantes no governo FHC mas essa visão é irracional, lembra um conto de fadas e seu pressuposto é um truque retórico.
Apenas para efeito de raciocínio, vamos imaginar que Lula encerrasse o governo com a popularidade baixa, o desemprego em alta, a inflação nos mesmos 12% de 2002.
Alguém acredita que os avalistas tucanos de hoje iriam bater no peito e dizer: “gente… temos de admitir que o Lula é incapaz até de errar e tudo de ruim é culpa de FHC…”?
Durante a última campanha presidencial, o candidato José Serra advertiu o eleitorado, diversas vezes, que ninguém governa na garupa. Serra tinha razão.
Nenhum presidente assume o país como se o gabinete presidencial fosse o manche de um piloto automático, no qual a única preocupação é seguir rotas e mapas já conhecidos para evitar áreas de turbulência e fugir de acidentes graves. O ato de governar implica em reiniciar ações de governo todas as manhãs, todos os dias, ao longo de todo o mandato. A originalidade consiste em enfrentar dificuldades novas e inesperadas, para as quais os melhores intelectuais não tem resposta consagrada, diante das quais os assessores também se revelam inseguros e divididos.
Dirigir um governo também envolve enfrentar pressões específicas, livrar-se de aliados incômodos e prejudiciais, rejeitar idéias erradas, encaminhar proposições corretas, empenhar-se a favor de soluções que mais tarde podem se mostrar adequadas para o país — embora quase ninguém seja capaz de enxergar isso no momento em que é preciso brigar por elas.
Em resumo: um governo não herda o texto da peça de seu antecessor e, com pequenos arranjos aqui e ali, vai tocando a obra até o fim do mandato. Cada presidente é protagonista de seu próprio drama, responsável por seus acertos e seus erros.
A presidencia da República não é um concurso de originalidade nem cobra direitos autorais — até porque os erros e acertos dos governantes, os avanços e recuos de um país não são peças de literatura nem romance de ficção, mas integram a vida e a história do próprio povo, que sempre paga a conta.
Desse ponto de vista Lula foi um presidente bem sucedido.
É certo que, de modo lamentável, ele decepcionou eleitores que enxergavam o PT e seu governo como uma esperança de renovação ética. (Neste aspecto, nivelou-se de forma chocante aos piores costumes políticos nacionais). Demonstrou uma incompetência exagerada para melhorar a saúde pública e deixa uma herança pífia num terreno essencial como educação. (Também aqui, os antecessores não fizeram coisa muito melhor). Embora tenha cortado pela metade os juros dos tempos de FHC, eu acho que seu governo poderia ter promovido cortes ainda maiores. Os investimentos em infraestrutura tiveram um impulso importante em seu governo, mas andaram muito mais devagar do que seria necessário e desejável.
Mas o governo Lula cumpriu uma função histórica necessária. Num país que foi um dos últimos a abolir o trabalho escravo, no qual uma parcela pouco maior de 1% da população tem acesso a quase metade da renda nacional, seu governo ajudou a tornar os brasileiros menos desiguais.
Este é o significado profundo da entrada de milhões de novos consumidores no mercado, da redução da base de miseráveis, da queda na desigualdade entre as regiões, do crescimento da classe C.
Não dá para imaginar que a desigualdade foi derrubada como um fruto espontaneo e exclusivo do crescimento econômico, que poderia ter ocorrido em qualquer governo, em qualquer situação. Em boa medida ocorreu uma intervenção do Estado, com medidas práticas e ações definidas, em função de uma política de governo diferenciada.
Para além das considerações de natureza social e econômica, essa diminuição da desigualdade envolve uma questão de caráter ético.
O brasileiro pobre, que não teve direito a uma escola boa, nem conseguiu um emprego capaz de pagar por suas necessidades básicas, e sempre foi tratado como subalterno pelas camadas superiores da sociedade, sente-se menos desprezado, mais autonomo, mais cioso de seus direitos e possibilidades.
Identifica-se com Lula, que lhe mostrou – com os erros de português, as metáforas de futebol e outros traços tão criticados pelos campeões de boas maneiras — que não precisava ter vergonha da própria condição.
O modo Lula de governar costuma ser definido, em grande medida corretamente, como herança populista. Não custa lembrar, porém, que vivemos num país onde a postura elitista sempre fez parte dos exercícios de dominação.
A igualdade elementar entre cidadãos, que ainda não foi alcançada mas se tornou um pouquinho menos distante, é uma das bases indispensáveis da cidadania. Essa é o principal valor deixado pelo governo Lula.
CartaCapital
Jornalismo pra quem precisa
Por Leandro Fortes
Há alguns dias, lancei na minha página do Facebook uma idéia que venho acalentando há tempos, desde que encerrei um curso de extensão para uma faculdade privada de jornalismo, aqui em Brasília. O curso, de Técnica Geral de Jornalismo, reuniu pouco mais de 10 alunos, basicamente, porque era muito caro. Embora tenha sido uma turma de bons estudantes, gente verdadeiramente animada e interessada no ofício, me senti desconectado da real intenção do curso, que era de fazer um contraponto de método, opinião e visão ideológica a esse jornalismo que aí vemos, montado em teses absurdas, em matérias incompletas e mentirosas, omissas em tudo e contra todos, a serviço de um pensamento conservador, reacionário e golpista disseminado, para infelicidade geral, como coisa normal. Não é. E é sobre isso que eu queria falar enquanto ensinava, dia a após dias, os fundamentos práticos da pauta, da entrevista, da redação jornalística, da nobre função do jornalista na sociedade, no Brasil, na História.
Perguntei, então, no Facebook, o que estudantes de jornalismos e jornalistas formados achariam de eu transferir essas aulas para um espaço barato e democrático, capaz de levar esses conhecimentos a muito mais gente, sobretudo ao estudante pobre – e, quem sabe, credenciar também os pobres a brigar por uma vaga nas redações, que se tornaram ambientes muito elitistas. Encaretadas por manuais de doutrina e comportamento, adestradas pela conduta neoliberal dos anos 1990, quando passaram a responder diretamente pelas demandas do Departamento Comercial, as redações brasileiras se desprenderam da ação política, dos movimentos sociais, do protagonismo histórico a favor dos direitos humanos e da luta contra a desigualdade. Passaram, sim, a reproduzir um universo medíocre de classe média, supostamente a favor de uma modernidade pós-muro de Berlim, onde bradar contra privatizações e a adoração ao deus mercado passou a ser encarado como esquerdismo imperdoável e anacrônico.
Não por outra razão, os movimentos corporativos a favor da manutenção da obrigatoriedade do diploma de jornalista, que resistiram a todo tipo de investida patronal ao longo de duas décadas, foram definitivamente golpeados com o apoio e, em parte, a omissão, da maioria dos jovens profissionais de imprensa, notadamente os bem colocados em redações da chamada grande mídia. Vale lembrar que o jornalismo é, provavelmente, a única profissão do mundo onde existem profissionais que pedem o fim do próprio diploma. Há muitas nuances, claro, nessa discussão, inclusive porque há gente muito boa que, historicamente, se coloca contra o diploma, sobretudo velhos jornalistas criados em velhas e românticas redações, cenas de um mundo que, infelizmente, não existe mais.
Na essência, o fim da obrigatoriedade do diploma não é uma demanda de jornalistas, mas de patrões, baseada num argumento falacioso de liberdade de expressão – na verdade, de opinião –, quando a verdadeira discussão está, justamente, na formação acadêmica dos repórteres. E há uma distância abissal entre opinião e reportagem, porque a primeira qualquer um tem, enquanto a segunda não é só fruto de talento, mas de aprendizado, técnica e repetição.
Nas grandes empresas, o fim da obrigatoriedade do diploma coroou uma estratégia que tem matado o jornalismo: a proliferação de cursinhos internos de treinees, tanto para estudantes como para recém-formados, cuja base de orientação profissional é a competitividade a qualquer custo, um conceito puramente empresarial copiado, sem aparas, do decadente yupismo americano. Digo que tem matado porque esses cursinhos de monstrinhos competitivos relegam o papel universal do jornalista ao segundo plano, quando não a plano algum. A idéia de que o jornalista deva ser um profissional solidário, inserido na sociedade para lhe decifrar os dramas e transmiti-los a outros seres humanos passou a ser um devaneio, um delírio socialista a ser combatido como a um inimigo. Para justificar essa sanha, reforça-se o mito da isençã o e da imparcialidade de uma mídia paradoxalmente comprometida com tudo, menos com a sua essência informativa, originalmente baseada no universalismo e no compromisso com o cidadão.
Na outra ponta, o fim da obrigatoriedade do diploma abriu a porteira para jagunços e capangas ocuparem as redações da imprensa regional, longe da fiscalização da lei e dos sindicatos, alegremente autorizados a fazer, literalmente, qualquer coisa com qualquer pessoa. Mesmo para o novo modelo de jornalismo que se anuncia na internet, baseado em disseminação mútua de informações primárias, como no caso dos vazamentos do Wikileaks, haverá sempre a necessidade do tratamento jornalístico dos conteúdos. E, para esse serviço, não há outro trabalhador credenciado senão um bom repórter treinado e formado para essa missão. Formação esta que, insisto, deve ser feita na academia e reforçada na experiência diária da reportagem.
Recentemente, li sobre a criação, em 2010, do Instituto de Altos Estudos em Jornalismo, sob os auspícios da Editora Abril. Entre os mestres do tal centro estavam o dono da editora, Roberto Civita, mantenedor da Veja, e Carlos Alberto Di Franco, do Master de Jornalismo, uma espécie de Escola das Américas da mídia nacional voltada para a formação de “líderes” dentro das redações. Di Franco, além de tudo, é um dos expoentes, no Brasil, da ultradireitista seita católica Opus Dei, a face mais medieval e conservadora da Igreja Católica no mundo.
Sinceramente, não vejo que “altos estudos”, muito menos de jornalismo, podem sair de um lugar assim. Não tenho dúvidas de que a representação do tal instituto não é acadêmica, embora seja dirigido por Eugênio Bucci, ex-presidente da Radiobrás no governo do PT, renomado estudioso da imprensa no Brasil. Trata-se de uma representação fundamentalmente ideológica, a reforçar as mesmíssimas estruturas de poder das redações, estruturas ultraverticalizadas, essencialmente antidemocráticas e personalistas, onde a possibilidade de ascensão funcional, sobretudo a cargos de chefia, está diretamente ligada à capacidade de ser subserviente aos patrões e bestas-feras com os subordinados.
Felizmente, o surgimento da internet deu vazão a outro ambiente midiático, regido por outras regras e demandas, um devastador contraponto ao funcionamento hermético das grandes redações e ao poder hegemônico da velha mídia brasileira, inclusive de seus filhotes replicadores e retransmissores Brasil adentro. O fenômeno dos blogs e sua capacidade de mobilização informativa é só a parte mais visível de um processo de reordenamento da comunicação social no mundo. As redes sociais fragmentaram a disseminação de notícias, fatos, dados estatísticos, informes e informações em um nível adoravelmente incontrolável, criando um ambiente noticioso ainda a ser desbravado por novas gerações de repórteres que, para tal, precisam ser treinados e apresentados a novas técnicas e, sobretudo, a novas idéias.
A “era do aquário”, para ficar numa definição feliz do jornalista Franklin Martins – aliás, contrário à obrigatoriedade do diploma –, está prestes a terminar. O jornalismo decidido por cúpulas restritas, com pouco ou nenhum apego à verdade dos fatos, está reduzida a um universo patético de mau jornalismo desmascarado instantaneamente pela blogosfera, vide a versão rocambolesca da TV Globo sobre a bolinha de papel na cabeça de José Serra ou a farsa do grampo sem áudio que uniu, numa mesma trama bisonha, a revista Veja, o ministro Gilmar Mendes, do STF, e o senador Demóstenes Torres, do DEM de Goiás.
Não será a escola de “altos estudos” da Veja e do professor Di Franco, portanto, a suprir essa necessidade. Essa demanda terá que ser suprida por repórteres ciosos de outro tipo de jornalismo, mais aberto e solidário, comprometido com a verdade factual e a honestidade intelectual, interessado em boas histórias. Um jornalismo mais leve e mais humano, mais preocupado com a qualidade da informação do que com a vaidade do furo. Um jornalismo vinculado à realidade, não a interesses econômicos. E isso, certamente, só poderá ser viabilizado dentro de outro modelo, cooperativo e democrático, a ser exercido a partir das novas mídias virtuais.
Por isso, é preciso estabelecer também um contraponto à ideologia da mídia hegemônica no campo da formação, em complemento aos cursos superiores de jornalismo. Abrir espaço para os milhares de estudantes de comunicação, em todo o Brasil, que não têm chance de participar dos cursinhos de treinees dos jornalões e das grandes emissoras de radiodifusão. Dar a eles, de forma prática e barata, uma oportunidade de aprender jornalismo com bons repórteres, com repórteres de verdade.
Foi nisso que pensei quando idealizei, em 2007, a Escola Livre de Jornalismo, junto com outros dois amigos, ambos ótimos jornalistas, Olímpio Cruz Neto e Gustavo Krieger. Com eles, ajudei a montar bem sucedidos ciclos de palestras e oficinas de jornalismo em Brasília. Em 2009, um ano antes do 1º Encontro Nacional de Blogueiros Progressistas, em São Paulo, a Escola Livre, em parceria com o IESB, já havia conseguido reunir, na capital federal, os principais expoentes desse movimento no país: Luis Nassif (Blog do Nassif), Paulo Henrique Amorim (Conversa Afiada), Rodrigo Vianna (Escrevinhador), Marco Weissheimer (RS Urgente) e Luiz Carlos Azenha (Viomundo). Uma semana de debates ricos, bem humorados, em um auditório permanentemente lotado de estudantes de jornalismo e jornalistas profissionais. Foi nosso único ev ento gratuito e, claro, o de maior sucesso. Os ciclos e oficinas, embora tenham tido boa audiência, esbarravam sempre no problema do custo para os estudantes: como nos cursinhos de treinee da velha mídia, acabávamos por privilegiar um segmento de jovens já socialmente privilegiados. É dessa frustração e dessa armadilha que proponho fugir agora.
Por isso, expus no Facebook a idéia de ministrar minhas aulas de Técnica Geral de Jornalismo, divididas em módulos, de modo que cada estudante pague um valor baixo por cada aula. Ou seja, os estudantes vão às aulas que quiserem, pagam na entrada e participam de duas horas de aula de jornalismo sobre tópicos práticos e temas relevantes. Minha idéia é convocar outros repórteres de Brasília a participar desse movimento da Escola Livre de Jornalismo, com o compromisso de, em troca da aula de duas horas, receber 70% do valor arrecadado no dia, porque 30% serão sempre destinados à administração e organização do curso.
Além do valor da aula, ainda a ser estipulado, cada aluno deverá também levar um alimento não perecível qualquer, a ser distribuído para comunidades pobres do Distrito Federal ou instituições de assistência social a serem definidas com futuros parceiros. Esses mantimentos, inclusive, poderão ser usados como moeda de troca para podermos utilizar gratuitamente algum espaço físico em Brasília para ministrar as aulas. É algo ainda a ser definido.
A idéia está lançada. No Facebook, recebi quase 100 adesões imediatas de estudantes, jornalistas, incluindo alunos e ex-alunos realmente satisfeitos com a perspectiva de participar de um movimento interativo desse nível, a preços populares. Espero poder iniciar as primeiras aulas em fevereiro de 2011 e, desde já, conto com a participação de todos os amigos e colegas jornalistas do Brasil que quiserem compartilhar essa experiência. Quanto mais gente boa dando aula, mais gente boa a ser formada. Como nas experiências anteriores, a Escola Livre de Jornalismo espera contar com a parceria das faculdades de jornalismo do DF para transformar em crédito a freqüência dos estudantes nas aulas, de modo a colaborar com uma necessidade acadêmica deles, as horas extra-sala de atividades complementares.
Por favor, quem quiser participar dê o ar das graças. Nossa missão inicial é achar um lugar amplo e legal, com cadeiras e uma boa mesa de professor, para dar as aulas. A depender do nível de adesão dos colegas jornalistas, vamos organizar uma agenda para as aulas, que serão sempre aos sábados, em princípio, das 9 às 11 horas da manhã.
Por enquanto, é esse o meu manifesto, é essa a minha idéia. O resto virá, tenho certeza, na garupa de bons ventos.
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