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Coletânea de Causos
Incentivado por amigos resolvi escrever também causos particulares vivenciados ao longo dos anos. Alguns relatos são hilários, e dignos de levar ao programa Que História é Essa, Porchat. Seguem os causos em forma de coletânea.
Por Luís Nassif
Qualquer forma de defesa da produção interna brasileira sempre foi tratada como cartório pela mídia. Reservas de mercado, aumento de alíquotas de importação. Até a decisão de construir navios no Brasil foi taxada de anacrônica que comprometia a eficiência da economia. Na própria Constituição, decidiu-se tratar como empresa nacional qualquer multinacional instalada no país.
Qual a lógica, então, de se defender reserva de mercado para as novas mídia, ou mesmo para o capital externo na velha mídia? De um lado, revitalizarão o mercado de opinião, ao introduzir mais competição e romper com o cartel de opinião dos últimos anos. De outro, não consta que a velha mídia seja uma defensora de valores nacionais. Pelo contrário, tem uma visão estritamente internacionalista, considerando anacrônica qualquer defesa de interesses internos, tratando como atraso o conceito de Nação. Então, qual o problema da internacionalização no seu próprio mercado?
FIESP, CNI, Abimaq, IEDI, todas essas instituições foram sistematicamente marcadas como anacrônicas por defender o mercado interno para empresas brasileiras. E essa defesa nem era para a origem do capital da empresa, mas apenas para a produção interna – fosse de empresa de capital nacional ou internacional. Agora, no seu terreiro, a velha mídia se comporta de forma mais anacrônica do que aqueles que ela própria taxava de anacrônicos: é contra empresas estrangeiras vindo produzir notícias no mercado interno brasileiro.
Nos últimos anos, a cobertura jornalística mais isenta sobre o país foi produzido pela mídia estrangeira: BBC, Reuters, El País (apesar de seus interesses editoriais com os governos federal e de São Paulo), Le Monde, New York Times. Foi graças a essa visão externa, mais o trabalho da blogosfera, que se rompeu a cartelização da cobertura jornalística da velha mídia.
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