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Coletânea de Causos
Incentivado por amigos resolvi escrever também causos particulares vivenciados ao longo dos anos. Alguns relatos são hilários, e dignos de levar ao programa Que História é Essa, Porchat. Seguem os causos em forma de coletânea.
Está na hora de se discutir a violência em Natal
Vez por outra a imprensa e as pessoas de um modo geral comentam sobre o aumento da violência em Natal (RN) outrora considerada uma cidade pacata. Hoje, ao contrário, o que se vê são assaltos a residências, bancos e casas comerciais, sem falar nos assaltos de surpresa nos sinais de trânsito praticados por desocupados. Já está na hora de se discutir o assunto com as autoridades e representantes da sociedade numa grande audiência pública.
Lendo O Globo nesta quarta-feira uma notícia me preocupou. O jornal carioca chama a atenção para o fato de que o Ministério da Justiça decidiu suspender o repasse de verbas do Pronasci [Programa Nacional de Segurança Pública com Cidadania] para 21 estados. Os punidos deixaram de gastar a verba do ano passado ou não prestaram conta dos valores repassados. Seis estados — Goiás, Bahia, Pará, Alagoas, Espírito Santo e Pernambuco — gastaram menos de 30% do valor disponível em 2008. Somente Mato Grosso do Sul aplicou 100% do que recebeu do Ministério da Justiça para combater problemas de segurança.
Confesso que não vi o nome do Rio Grande do Norte na relação, mas diante de que são 21 estados que deixarão de receber os recursos do Pronasci certamente o estado potiguar está incluído nesta relação. A se confirmar o que estou dizendo é lamentável pois o dinheiro do programa é para ser investido exatamente em segurança. E quando se fala em segurança não é só a parte estrutural não. Se fala também na parte operacional. Ou seja, não adianta equipar a polícia com carros potentes, armas de grosso calibre, coletes a prova de bala, enfim, todo o aparato se não se tem pessoal preparado e qualificado para as ações que se faz exigir.
O cidadão hoje está refém dos bandidos. Não se sai às ruas com tranquilidade como antigamente. Estamos todos sujeitos a sermos assaltados seja num banco, num restaurante ou até mesmo dentro de nossas próprias casas. Há menos de um mês um vizinho meu foi surpreendido com um tiro de arma de grosso calibre em seu automóvel. A sorte que não havia ninguém dentro. E olha que o carro estava estacionado na garagem do edifício onde moramos. O tiro certamente partiu do morro de Mãe Luiza pela posição em que a bala penetrou no automóvel. O edifício fica bem no pé do morro do Tirol. Isso é só um exemplo. São raras às noites em que não se ouve tiros vindos de Mãe Luiza. E a polícia onde está?
A sociedade não aguenta mais ouvir que as providências serão tomadas. Não se tem mas para quem apelar. As bases comunitárias tão decantadas um dia agora raramente se vê alguma. A dupla Cosme e Dmião também parece acabou. Aquelas patrulhas de moto – salvo engano eram três policiais em motos individuais – também não se vê mais. A polícia virou uma coisa virtual. Só se vê na propaganda do governo. Ali tudo é perfeito, mas na vida real quem aparece são os bandidos.
Chega, o governo precisa urgentemente dá uma satisfação à sociedade com um policiamento ostensivo sob pena de que daqui há alguns anos Natal se tornará uma cidade sem lei onde a bandidagem tomará conta por completo. Parece um exagero o que estou dizendo, mas é o que sinto e o que muitos natalenses também pensam.
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