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Coletânea de Causos
Incentivado por amigos resolvi escrever também causos particulares vivenciados ao longo dos anos. Alguns relatos são hilários, e dignos de levar ao programa Que História é Essa, Porchat. Seguem os causos em forma de coletânea.

Está no Intercept Brasil
“Se eu fosse petista, eu tinha ganhado um bicho desse?”. A influenciadora Dady Santos, do Rio Grande do Norte, fez a pergunta a seus seguidores no Instagram após apresentar o armário de cozinha que diz ter recebido do dono de um restaurante de Brasília. A casa sem reboco também ganhou, nas últimas semanas, uma televisão e a reforma completa do banheiro. Ela atribui sua “chuva de bençãos” nominalmente a “Flavinho” Bolsonaro.
Dady Santos viralizou depois que o então pré-candidato à Presidência pelo PL e as redes bolsonaristas compartilharam um vídeo seu atacando o governo Lula, em julho. Não demorou para que os novos seguidores começassem a mandar presentes e até a contribuir em uma vaquinha que ela passou a divulgar.

Flávio Bolsonaro tem emprestado sua visibilidade nas redes para impulsionar perfis que postam conteúdos criticando a gestão de Lula, do PT. Mas isso é só parte da estratégia de sua campanha para alimentar a propaganda nas redes: descobrimos que o PL promete assessoria e até encontros com o candidato para ajudar influenciadores de direita a “fazer o feed virar”, estimulando a produção de conteúdo político disfarçado de engajamento espontâneo — o que pode lhe causar problemas com a Justiça Eleitoral.
No centro dessa rede está o site Direita Já. A iniciativa é similar à da plataforma Porta-Voz do Lula, criada pelo PT para incentivar a campanha pela reeleição do presidente. A diferença é que, em vez de fornecer apenas conteúdo para a militância distribuir, a iniciativa do PL está prometendo consultoria para quem participar do seu “programa de creators [criadores]”, voltado especificamente para influenciadores.
“Mais de 200 parceiros já recebem briefings semanais, conteúdo exclusivo antes de virar público e suporte direto da nossa equipe de produção”, diz a página, que foi registrada como um dos sites oficiais da campanha de Flávio Bolsonaro no Tribunal Superior Eleitoral, o TSE.

A campanha de Flávio não divulga quem são os 200 influenciadores beneficiados pelo programa de criadores nem é transparente sobre quais briefings envia para orientar a produção de conteúdo. Mas essa rede de influenciadores tem um alcance combinado de 50 milhões de pessoas, segundo o próprio Direita Já. Só consegue fazer parte dela quem já possui perfis com amplo alcance.
Além desse grupo restrito, o site oferece conteúdos como cards e textos de propaganda eleitoral prontos para baixar e distribuir nas redes. Também dá acesso ao grupo de WhatsApp em que as propagandas estão formatadas para compartilhar nesse aplicativo. Conteúdos sugerindo que a economia do país está em crise ou relacionando o governo Lula a casos de corrupção estão entre os mais disponibilizados para o público geral.
A legislação eleitoral permite que qualquer pessoa compartilhe conteúdo de campanha por conta própria em suas redes. “O problema começa quando existe uma contrapartida em troca da publicação”, explica a advogada Carla Maria Nicolini, membro da Academia Brasileira de Direito Eleitoral e Político, a Abradep.
“Não precisa ser um pagamento em dinheiro vindo da campanha para configurar irregularidade”, acrescenta a especialista, esclarecendo que qualquer benefício com valor de mercado pode vir a ser interpretado como vantagem econômica pela Justiça Eleitoral. Isso inclui o fornecimento de produtos e serviços e até mesmo a divulgação, já que a visibilidade é um ativo valioso para quem busca viver do trabalho nas redes sociais.
Mas a investigação do Intercept Brasil constatou que as vantagens de atuar nas redes em defesa da candidatura de Flávio Bolsonaro vão além da possibilidade de receber suporte da equipe de campanha. Influenciadores de direita têm relatado nas redes um aumento expressivo no seu número de seguidores após terem conteúdos compartilhados por políticos.
Perfis de pessoas comuns estão se tornando virais, e o resultado é o que se espera da fama: oportunidades para monetizar o feed. Recebimento de presentes, organização de vaquinhas, links para a venda de produtos e até convites para eventos e viagens estão hoje chegando para criadores de conteúdo que criticam o governo e apoiam Flávio Bolsonaro.
É nesses pontos que a monetização da estrutura de influenciadores construída pelo PL deve ser alvo de embates jurídicos durante a campanha.
“Quando [o influenciador] passa a lucrar com isso de qualquer maneira, o conteúdo deixa de ser apoio orgânico e passa a se sujeitar às regras e às penalidades da propaganda paga”, explica Nicolini. “Em última análise, a prática pode configurar uso indevido dos meios de comunicação, sujeitando os responsáveis e beneficiários às penas de multas, cassação do registro ou diploma, se comprovada a gravidade da conduta e sua influência no resultado do pleito”, acrescenta.
A estratégia de Flávio Bolsonaro não começou agora. Em vídeo publicado no YouTube no final de maio, o deputado federal e candidato ao Senado por Goiás Gustavo Gayer, do PL, garante que o cadastro no Direita Já oferece aos influenciadores acesso a um “grupo diferenciado”. “Você já vai ter uma assessoria, você poderá ser convidado a participar de eventos para poder gravar um vídeo com Bolsonaro, com Flávio Bolsonaro ou com os principais candidatos do seu estado”, diz o parlamentar, que coordena a comunicação do PL.
Na gravação, Gayer apresenta o site como a ferramenta que “estava faltando para a gente voltar a vencer o jogo”. Na época em que publicou o vídeo, as pesquisas mostravam queda nas intenções de voto em Flávio Bolsonaro após a divulgação, pelo Intercept, duas semanas antes, de áudio do senador negociando um repasse de R$ 134 milhões com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, preso no escândalo do Banco Master.
“Estava faltando uma articulação, uma espécie de mobilização centralizada, uma ferramenta que pudesse ajudar as pessoas a terem acesso a conteúdo, a entrar nos grupos do WhatsApp, a saber o que postar, como contrapor as mentiras do governo e do PT”, diz Gayer.
Procurada pelo Intercept, a campanha de Flávio Bolsonaro disse que “a reportagem tenta estabelecer uma relação inexistente e fantasiosa entre apoio espontâneo, produção independente de conteúdo, compartilhamento nas redes sociais com supostas vantagens econômicas”.
Citou, ainda, que o TSE “reconhece a licitude da veiculação de propaganda em canais e perfis de pessoas naturais” e “admite atos de mobilização destinados a ampliar organicamente mensagens nas redes, mencionando expressamente o compartilhamento simultâneo de materiais distribuídos aos participantes, a convocação para eventos virtuais e presenciais e a utilização de hashtags”.
O posicionamento frisa que a lei define “limites claros, que são observados” pela campanha de Flávio Bolsonaro e acusa a reportagem de querer favorecer o PT.
A campanha ainda afirma que “o projeto Direita Já é uma iniciativa de mobilização e relacionamento com apoiadores”, que “o Intercept quer impedir Flávio Bolsonaro de repostar conteúdos de cidadãos comuns”, confirmando que isso gera um aumento de seguidores, mas considerando que “o ilícito só existe na cabeça e na vontade da esquerda, mas não na lei”. Leia aqui a nota na íntegra.
A campanha de Flávio Bolsonaro não explicou como é o suporte que sua equipe oferece aos influenciadores cadastrados no Direita Já, não esclareceu se pagou viagens para a participação em eventos nem se orientou sobre a produção de conteúdos similares com críticas aos preços nos supermercados e ao governo Lula.
Gustavo Gayer e o PL não responderam até a publicação desta reportagem. O espaço segue aberto. Também questionamos a influenciadora Dady Santos sobre o apoio de Flávio e do PL. Ela respondeu que não recebeu nada. “Ganhei nada de políticos, não. Ganhei de alguns seguidores meus”, disse.
‘O homem fala com nóis’
Embora o PL não torne público quem faz parte do grupo exclusivo de influenciadores, nas redes sociais é possível identificar perfis de cidadãos comuns — como microempreendedores e autodeclarados “pobres de direita” — que compartilham vídeos com o candidato e atribuem esses encontros aos conteúdos que publicam.
“Eu pensava que tava velho, cara, que não era pra rede social. Seis meses e dez dias postando… […] O presidente do Brasil, você sabe, né? Flávio Bolsonaro. Hoje [tô] super alegre. O homem me convidou para tomar um café da manhã no dia 3, 9 horas da manhã, e botou no convite: ‘influenciador digital Zig.Sport’”, celebrou o comerciante Gilberto Fernandes, de Duque de Caxias, no Rio de Janeiro, que está no Instagram como @zig_na_voz.
No alto do vídeo que publicou em 30 de junho, é exibida a imagem de um cartaz do 3ª Seminário de Comunicação do Partido Liberal, realizado no ExpoRio Cidade Nova, que ofereceu palestras, oficinas e um espaço para experimentações com inteligência artificial para comunicadores de direita.
O perfil de Fernandes já compartilhou conteúdos disponibilizados na plataforma Direita Já, como uma produção feita com IA intitulada “A trajetória obscura de Lulinha”. Mas o tema preferido de seus vídeos são denúncias de lojas que estariam fechando ou demitindo porque Lula estaria “quebrando o país”. Com 86,7 mil seguidores em 26 de agosto de 2026, o bolsonarista aproveita a exposição para tentar monetizar com a oferta de produtos e cursos sobre empreendedorismo.
No dia 24 de julho, o influenciador postou um vídeo ao lado de Flávio Bolsonaro, no qual se apresentou como camelô e ouviu do senador que “o governo massacra vocês”. No encontro, Fernandes entregou ao candidato um boné com o número 22 que vende em seu Instagram. Na conclusão, o comerciante pediu voto em Flávio — apelo que a legislação eleitoral proíbe que seja feito antes do início oficial da campanha, em 16 de agosto.
O encontro foi postado por Fernandes um dia antes da Convenção Nacional do PL em São Paulo, evento no qual foi formalizada a candidatura do filho de Bolsonaro à Presidência. O comerciante esteve no ato, segundo ele, após receber um telefonema do próprio candidato o convidando. “Meu amigo, o presidente do Brasil, um cara simples, chamou um cara simples, igual você, para a convenção dele em São Paulo”, celebrou no dia 21 de julho.
“Agora você tem um amigo que te representa junto ao futuro presidente do Brasil, porque o homem fala com nóis”, reforçou em outro vídeo, uma semana depois, citando outros influenciadores bolsonaristas. “Tu viu o que o homem fez, né? Comigo, com o Preto de Direita…”, afirmou, antes de se oferecer para fazer a ponte entre seus seguidores e o candidato do PL.
Com 273 mil seguidores em uma de suas contas no Instagram, o influenciador Danilo Miguel de Sousa Pereira, que se apresenta como Preto de Direita, fez diversas publicações em parceria com Zig na Voz. Ambos aparecem juntos em vídeo gravado em 24 de julho no Aeroporto Santos Dumont, no Rio, no qual Pereira alega estar a caminho de São Paulo e atribui a seus seguidores a oportunidade, exibindo uma passagem de avião. “De comunidade pra rede social, da rede social pro Santos Dumont, do Santos Dumont ao encontro do meu futuro presidente, Flávio Bolsonaro”, comemora.
No mesmo dia em que desembarcou em São Paulo, o influenciador de Nova Iguaçu, no Rio de Janeiro, postou um vídeo ao lado do candidato do PL. “Nós estamos passando sufoco quando a gente vai no mercado. Está terrível, terrível, terrível, não estamos aguentando. E eu vim diretamente falar com o homem pra que ele possa dar o recado pra você que está sofrendo também”, diz Pereira, antes de passar o microfone ao senador.
Em sua fala, Flávio culpou os gastos governamentais pela inflação. “Preto de Direita, fechamento nosso!”, comentou o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro, irmão de Flávio, na publicação no Instagram, que teve quase 50 mil curtidas até dia 26 de agosto de 2026.
O Intercept perguntou a Danilo Pereira e a Gilberto Fernandes sobre a assessoria recebida de Flávio e do PL e quem custeou as passagens de avião e o hotel em que se hospedaram em São Paulo para participar da Convenção Nacional do PL. Não houve resposta até a publicação da reportagem. O espaço segue aberto.‘
“Aqui sua picanha”
Atribuir ao governo Lula o endividamento das famílias e afirmar que o custo de vida está aumentando são temas presentes em diversos discursos de Flávio Bolsonaro na corrida à Presidência. Também aparecem em cards produzidos pelo PL e disponíveis para compartilhamento na plataforma Direita Já.
Nos feeds dos “pobres de direita”, o ataque à atual gestão multiplica-se em vídeos similares, nos quais os influenciadores mostram notas de compras que teriam acabado de fazer no supermercado e lamentam que, hoje, o dinheiro não rende.
No dia 12 de agosto, Flávio Bolsonaro compartilhou um desses vídeos. Mas o conteúdo, publicado por uma influenciadora de Belo Horizonte, era enganoso. Na gravação, a consumidora dizia ter gasto R$ 626 no supermercado levando “só o básico”, sem comprar nenhuma peça de carne.
Agências de checagem, como o Estadão Verifica, consultaram a íntegra da nota fiscal no portal da Secretaria de Estado de Fazenda de Minas Gerais e verificaram que a compra incluía mais de 6 quilos de diferentes tipos de carne vermelha.
Outra influenciadora que também costuma publicar vídeos reclamando dos preços é Kelle Cristina, do perfil no Instagram @kelledireita. “Você acha isso aqui normal?”, pergunta, em vídeo publicado no dia 14 de agosto, no qual tira de sacolas de supermercado diferentes tipos de carne, citando o preço de cada uma. “Eu não quero mais viver com esse governo”, afirma no vídeo.
A criadora de conteúdo participou do Seminário de Comunicação do PL e postou conteúdos com Flávio Bolsonaro na ocasião. Em outro vídeo, de 24 de julho, atribui a um apelo do presidenciável o aumento no seu número de seguidores, que hoje somam 630 mil. “O Flávio Bolsonaro, ele simplesmente (…) pediu às pessoas, aos seguidores dele lá: ‘Segue a Kelle”, relatou, dizendo que, desde que foi compartilhada nas redes pelo senador, foi “abraçada” por muitas pessoas de direita.
Procurada pelo Intercept, Kelle Cristina disse que participou do evento do PL após “um convite de uma amiga” e que nunca recebeu nenhum tipo de ajuda ou dinheiro para fazer seus conteúdos e roteiros. “Eu gravo do fundo do meu coração, da minha alma”.
A influenciadora confirmou que ser repostada por Flávio Bolsonaro a ajudou a ganhar muitos seguidores, “mas ele não me pediu nada em troca”. “Eu tô ganhando mais seguidores pelo conteúdo que eu crio e [porque] eu não divulgo casa de aposta, então meus seguidores gostam muito do meu trabalho”, afirma.
“Flávio Bolsonaro me ajudou repostando meu vídeo e com isso eu ganhei muitos seguidores, mas eu já tinha me posicionado porque eu fui enganada pelo PT”, disse também a influenciadora, que se diz decepcionada com o governo Lula.
Outro influenciador que registra em suas redes um encontro com o presidenciável e também grava vídeos reclamando dos preços nos supermercados é Jonas Cosme, autointitulado “Favelado de Direita”. Seu perfil faz propaganda para diversos políticos do PL do Rio de Janeiro.
Em um desses conteúdos, de 4 de julho, Cosme segura uma abóbora no setor de hortifruti de um supermercado enquanto exibe um cartaz com uma ilustração de Lula mostrando o dedo médio sob a frase “Aqui sua picanha”.
A piada coincide com uma declaração que o coordenador da campanha de Flávio, Rogério Marinho, fez em entrevista à Jovem Pan News em maio e que voltou a destacar em suas redes em julho: “Lula prometeu picanha e cervejinha, mas entregou abóbora, inflação e carestia”. Nós procuramos Cosme e o questionamos sobre o tema e se recebeu assessoria de Flávio e sua equipe, mas não houve resposta até a publicação desta reportagem. O espaço segue aberto.
Além da trend dos preços dos alimentos, notícias da recuperação judicial das Casas Bahia e pedidos para que eleitores não troquem seu voto pelo vale-gás oferecido pelo programa federal Gás do Povo também se repetem nos perfis de outros influenciadores periféricos que se encontraram com Flávio ou tiveram publicações curtidas ou compartilhadas por membros do clã Bolsonaro.
Flávio Bolsonaro tem emprestado sua visibilidade nas redes para impulsionar perfis que postam conteúdos criticando a gestão de Lula, do PT. Mas isso é só parte da estratégia de sua campanha para alimentar a propaganda nas redes: descobrimos que o PL promete assessoria e até encontros com o candidato para ajudar influenciadores de direita a “fazer o feed virar”, estimulando a produção de conteúdo político disfarçado de engajamento espontâneo — o que pode lhe causar problemas com a Justiça Eleitoral.
No centro dessa rede está o site Direita Já. A iniciativa é similar à da plataforma Porta-Voz do Lula, criada pelo PT para incentivar a campanha pela reeleição do presidente. A diferença é que, em vez de fornecer apenas conteúdo para a militância distribuir, a iniciativa do PL está prometendo consultoria para quem participar do seu “programa de creators [criadores]”, voltado especificamente para influenciadores.
“Mais de 200 parceiros já recebem briefings semanais, conteúdo exclusivo antes de virar público e suporte direto da nossa equipe de produção”, diz a página, que foi registrada como um dos sites oficiais da campanha de Flávio Bolsonaro no Tribunal Superior Eleitoral, o TSE.
A campanha de Flávio não divulga quem são os 200 influenciadores beneficiados pelo programa de criadores nem é transparente sobre quais briefings envia para orientar a produção de conteúdo. Mas essa rede de influenciadores tem um alcance combinado de 50 milhões de pessoas, segundo o próprio Direita Já. Só consegue fazer parte dela quem já possui perfis com amplo alcance.
Além desse grupo restrito, o site oferece conteúdos como cards e textos de propaganda eleitoral prontos para baixar e distribuir nas redes. Também dá acesso ao grupo de WhatsApp em que as propagandas estão formatadas para compartilhar nesse aplicativo. Conteúdos sugerindo que a economia do país está em crise ou relacionando o governo Lula a casos de corrupção estão entre os mais disponibilizados para o público geral.
A legislação eleitoral permite que qualquer pessoa compartilhe conteúdo de campanha por conta própria em suas redes. “O problema começa quando existe uma contrapartida em troca da publicação”, explica a advogada Carla Maria Nicolini, membro da Academia Brasileira de Direito Eleitoral e Político, a Abradep.
“Não precisa ser um pagamento em dinheiro vindo da campanha para configurar irregularidade”, acrescenta a especialista, esclarecendo que qualquer benefício com valor de mercado pode vir a ser interpretado como vantagem econômica pela Justiça Eleitoral. Isso inclui o fornecimento de produtos e serviços e até mesmo a divulgação, já que a visibilidade é um ativo valioso para quem busca viver do trabalho nas redes sociais.
Foto reproduzida da Internet
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