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Incentivado por amigos resolvi escrever também causos particulares vivenciados ao longo dos anos. Alguns relatos são hilários, e dignos de levar ao programa Que História é Essa, Porchat. Seguem os causos em forma de coletânea.

Política

Mais de 4 mil ogivas armazenadas e maleta que fica com Putin: Rússia tem arsenal nuclear capaz de destruir o mundo `várias vezes´

Está no g1

O presidente russo, Vladimir Putin, disse nesta quarta (13) que a Rússia está tecnicamente preparada para uma guerra nuclear –e que, se os Estados Unidos mandar tropas para a Ucrânia a atitude seria considerada uma escalada significativa da guerra.

Rússia, que herdou as armas nucleares da União Soviética, possui o maior número de ogivas nucleares do mundo, segundo a Federação dos Cientistas dos EUA, um think thank americano (FAS, em inglês). Ogiva é uma arma nuclear “guardada” em uma cápsula para ser colocada na parte cilíndrica de um foguete, míssil ou projétil.

Com essa quantidade de ogivas, significa na prática que a Rússia poderia destruir o mundo “várias vezes”, segundo a agência Reuters.

Nesta reportagem você vai ler alguns fatos sobre o arsenal nuclear da Rússia e o contexto no qual o país comandado por Vladimir Putin se encontra:

  1. Superpotência nuclear
  2. Em quais situações a Rússia usaria armas nucleares?
  3. Quem dá a ordem para o lançamento de uma arma nuclear na Rússia?
  4. A Rússia realizará testes nucleares?
  5. Novas armas nucleares
  6. Contexto da Rússia: Guerra, tensões com o Ocidente e eleições

Superpotência nuclear

Durante a Guerra Fria, a União Soviética chegou a ter 40 mil ogivas simultaneamente, enquanto os EUA possuíam cerca de 30 mil.

Putin controla 5.580 ogivas, segundo a Federação dos Cientistas dos EUA, um think thank americano (FAS, em inglês).

Destas, 4.380 estão armazenadas para uso em lançadores estratégicos de curta e de longa distância e outras 1.200 estão “aposentadas” – fora do arsenal oficial, mas provavelmente intactas, guardadas em bunkers –, de acordo com a FAS.

Das que estão armazenadas, 1.710 estão posicionadas: são cerca de 870 em mísseis balísticos para lançamento em terra, cerca de 640 para lançamento de submarinos e possivelmente 200 em bases aéreas, diz a Federação dos Cientistas.

Em quais situações armas nucleares seriam usadas?

A Rússia publicou em 2020 sua doutrina nuclear, na qual são estabelecidas as condições em que um presidente russo pode considerar usar uma arma nuclear:

  • como resposta a um ataque à Rússia com armas nucleares ou outras armas de destruição em massa;
  • ou e em resposta a um ataque realizado com armas convencionais contra a Rússia “quando a própria existência do Estado russo estiver ameaçada”.

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Quem dá a ordem para o lançamento de uma arma nuclear na Rússia?

Vladimir Putin, é o principal responsável pela decisão sobre o uso de armas nucleares russas. Uma maleta nuclear, que possibilita o lançamento de ogivas, está sempre com o presidente.

Acredita-se que o ministro da Defesa russo, Sergei Shoigu, e o chefe do Estado-Maior russo, Valery Gerasimov, também tenham uma dessas maletas.

A maleta nuclear é uma ferramenta de comunicação que conecta o presidente aos seus principais militares e, em seguida, às forças de foguetes através da rede de comando e controle eletrônico altamente secreta chamada “Kazbek”.

Ela funciona assim: se a Rússia considerar que está sofrendo um ataque nuclear, Putin abre a maleta e envia uma ordem de lançamento direto para o comando do Estado-Maior e unidades de comando de reserva que detêm códigos nucleares. Tais ordens se propagam rapidamente por diferentes sistemas de comunicação para unidades de força de foguetes estratégicos, que então lançam mísseis, que poderiam ter os Estados Unidos e a Europa como alvos.

Se um ataque nuclear for confirmado, Putin também poderia ativar um sistema de último recurso, chamado “Dead Hand” ou “Perimetr”, em que computadores decidiriam o dia do juízo final. Um foguete de controle ordenaria ataques nucleares de todo o arsenal russo.

Foto reproduzida da Internet


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