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Coletânea de Causos
Incentivado por amigos resolvi escrever também causos particulares vivenciados ao longo dos anos. Alguns relatos são hilários, e dignos de levar ao programa Que História é Essa, Porchat. Seguem os causos em forma de coletânea.
Em assembléia geral realizada na noite de ontem (29) os médicos de Natal definiram por enviar ofício à prefeitura com as reivindicações e na próxima terça-feira (5) voltam a se reunir em assembléia na qual poderão retirar um indicativo de greve. O ofício foi encaminhado nesta quarta-feira.
Os encaminhamentos da assembléia foram definidos após a discussão dos principais pontos da pauta como: o atraso no pagamento, que este mês deveria vir com um aumento de 35%, sancionado através da implantação do PCCV sancionado pela prefeita Micarla de Souza em dezembro, condições de trabalho e o ponto eletrônico.
Durante a assembléia os médicos expuseram a situação mais critica para o momento: o desabastecimento geral das unidades de atendimento do município.
Segundo uma médica da maternidade das quintas, que preferiu não se identificar, falta de tudo.
– É um absurdo faltam os medicamentos básicos, coletor, gase, fio, água para os pacientes. Chegamos ao ponto em que a paciente tem que vir de casa com os anestésicos na mão para fazer uma cesárea, relatou a médica insatisfeita com a situação.
Este e outros relatos sobre o desabastecimento foram muito comuns na assembléia. Diversos médicos contaram da dificuldade em prescrever medicamentos, pela falta de receituários e sobre a dificuldade de contato com o Samu, em casos de emergência, pois há meses os telefones estão cortados.
A situação alarmante da prefeitura de Natal não é desconhecida, já foi inclusive tema de discussão em audiência pública na Câmera Municipal, porém até aqui a situação continua a mesma. Diante de um verdadeiro caos como esse, os médicos questionam o posicionamento da prefeitura em investir e instalar pontos eletrônicos para o controle dos funcionários.
Para os médicos o ponto eletrônico é um instrumento que não mede produtividade, nem muito menos a qualidade e eficiência do trabalho. E com o desabastecimento e falta de infra-estrutura atual, além dos salários ainda insatisfatórios para a classe, é inviável cobrar dos médicos o cumprimento de seu horário integral.
– Isso está se tornando uma verdadeira perseguição aos médicos. Não há se quer espaço físico nas unidades de atendimento da prefeitura para que os médicos atendam simultaneamente, a prefeitura quer cobrar o que do médico? Quem está em falta não somos nós, desabafa o presidente do Sinmed (Sindicato dos Médicos), Geraldo Ferreira.
Vale lembrar que apesar do aumento alcançado em 2010 com a sanção do PCCV os médicos de Natal têm como parâmetro o piso salarial da Fenam (Federação Nacional dos Médicos), que equivale a R$ 9.188,22 para uma jornada de 20 horas semanais de trabalho. (Com informações da assecom do Sinmed/RN)
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