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Coletânea de Causos

Que causos são esses, Barbosa?

Incentivado por amigos resolvi escrever também causos particulares vivenciados ao longo dos anos. Alguns relatos são hilários, e dignos de levar ao programa Que História é Essa, Porchat. Seguem os causos em forma de coletânea.

Política

Mendonça autoriza inquérito envolvendo Fábio Luís por suspeita de tráfico de influência

Está no Brasil 247

O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou a abertura de um inquérito para investigar suspeitas de corrupção e tráfico de influência envolvendo Fábio Luís Lula da Silva, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A apuração concentra-se em possíveis interferências na autorização para comercializar cannabis medicinal em programas ligados ao Ministério da Saúde e inclui contatos mantidos com servidores do governo federal.

Segundo revelou a Folha de S.Paulo, o pedido foi encaminhado pela Polícia Federal ao Supremo na sexta-feira (24) e distribuído a Mendonça na quarta-feira (29). O documento menciona interlocuções dos investigados com funcionários públicos, inclusive integrantes do gabinete da Presidência da República.

A PF pretende esclarecer se Fábio Luís atuou com a empresária Roberta Luchsinger em favor da World Cannabis, companhia apontada como ligada a Antonio Carlos Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS. Os investigadores examinam se essas relações foram utilizadas para favorecer interesses privados no mercado de canabidiol.

A autorização concedida por Mendonça permite o aprofundamento das diligências, mas não significa que os crimes tenham sido comprovados. O procedimento deverá estabelecer a natureza dos contatos, dos pagamentos e das relações comerciais citadas no material remetido ao STF.

PF investiga pagamentos à empresa de Roberta Luchsinger

Entre os elementos apresentados ao Supremo estão repasses realizados por Antunes à RL Consultoria, de Roberta Luchsinger. A Polícia Federal busca identificar a finalidade dos pagamentos e verificar se agentes públicos receberam recursos ou algum tipo de vantagem.

Para avançar na análise, os investigadores solicitaram o compartilhamento de provas reunidas na Operação Sem Desconto, que apura desvios no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Antunes é um dos alvos do caso e está preso desde setembro de 2025.

As informações obtidas por meio de quebras de sigilo levaram a PF a identificar fatos que poderiam extrapolar o objeto original da operação. A nova apuração deverá confrontar registros financeiros, comunicações e outros documentos com as suspeitas relacionadas aos projetos de cannabis medicinal.

Em depoimento à CPI do INSS no ano passado, Antunes declarou que sua prosperidade era “fruto de trabalho honesto e dedicado” e afirmou não possuir “patrimônio oriundo de roubo ou de qualquer prática ilícita”.

Defesas negam irregularidades

Os advogados de Fábio Luís afirmaram anteriormente que ele não participou das negociações da World Cannabis, não trabalhou no projeto nem realizou investimentos. De acordo com a defesa, o filho do presidente “tampouco recebeu convite para associação, participação ou compra de cotas”.

Em março, os representantes de Fábio Luís reconheceram que Antunes pagou despesas de uma viagem dele a Portugal, realizada em 2024. O episódio deverá ser examinado no inquérito, embora o custeio da viagem, isoladamente, não comprove corrupção ou tráfico de influência.

Roberta Luchsinger declarou ter prestado consultoria a Antunes na área de canabidiol. Segundo a empresária, ela apresentou Antunes a Fábio Luís em um “contexto social”. Roberta também sustentou que seu contrato não previa a comercialização de nenhuma substância.

Os envolvidos vêm negando irregularidades em suas atividades no setor. Até a publicação da reportagem original, os advogados de Fábio Luís e o Palácio do Planalto não haviam comentado a decisão de Mendonça. As defesas de Roberta e Antunes disseram desconhecer o pedido encaminhado pela Polícia Federal e não se manifestaram sobre seu conteúdo.

Caso foi separado da Operação Sem Desconto

O pedido chegou ao STF durante o recesso do Judiciário. Como os fatos relacionados à cannabis medicinal não teriam ligação direta com os desvios investigados na Operação Sem Desconto, o material foi inicialmente encaminhado à Presidência da Corte.

Alexandre de Moraes, que substituía o presidente do Supremo, Edson Fachin, durante o plantão, solicitou um parecer da Procuradoria-Geral da República (PGR). O órgão avaliou que as quebras de sigilo apresentadas pela PF “revelaram a prática de crime” sem relação com o objeto original da operação.

Diante dessa conclusão, a PGR defendeu a distribuição do caso a um novo relator. Mendonça foi sorteado e acolheu o pedido para a instauração do inquérito.

A Polícia Federal deverá agora verificar se houve influência indevida sobre decisões do Ministério da Saúde ou do gabinete presidencial, além de apurar eventual participação de agentes públicos. Também caberá aos investigadores estabelecer se os repasses e contatos identificados tinham finalidade lícita ou estavam relacionados aos crimes apontados no pedido.

No fim de 2025, Lula afirmou que apoiaria uma investigação caso surgissem elementos envolvendo seu filho. “Ninguém ficará livre. Se tiver filho meu metido nisso será investigado”, declarou o presidente.

Foto reproduzida da Internet

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