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Coletânea de Causos
Incentivado por amigos resolvi escrever também causos particulares vivenciados ao longo dos anos. Alguns relatos são hilários, e dignos de levar ao programa Que História é Essa, Porchat. Seguem os causos em forma de coletânea.

Está no podcasts O Assunto, no g1
Na mesma semana em que a inflação – puxada pela alta do preço dos combustÃveis – chegou ao maior patamar no perÃodo de 1 ano desde 2003, o novo ministro de Minas e Energia do governo Bolsonaro entregou a Paulo Guedes um pedido de estudo sobre privatização da Petrobras.
O anúncio foi visto por aliados de Bolsonaro como uma “jogada de alto risco” em ano eleitoral. Para a jornalista Miriam Leitão, trata-se de um blefe do governo.
“Faltam menos de cinco meses para as eleições. Não tem menor possibilidade. Qualquer programa de privatização sério tem que passar por várias etapas. Os processos de avaliação e modelagem são muito demorados. Foi assim com as privatizações sérias feitas no Brasil”, avalia Miriam Leitão, citando como exemplo o processo de venda da Telecom, na década de 1990.
“O ministro das Minas e Energia, Adolfo Sachsida, e o ministro Paulo Guedes sabem que estão blefando. Eles fazem isso exatamente para usar como estratégia de palanque”, afirma Miriam.
“O maior acionista da Petrobras é o governo, que recebe receitas que ele pode investir em tudo que considerar importante. Pode usar isso para ele investir em educação, saúde…Essa é a forma de a empresa contribuir para a sociedade. Não é produzindo um preço artificial e e subsidiando combustÃvel fóssil.”
Em entrevista ao episódio #706 do podcast O Assunto, Miriam defende que uma possÃvel trégua na crise dos combustÃveis só aconteceria se o governo evitasse o aumento do chamado “custo Brasil” no mercado, o que contribui para a desvalorização da moeda.
“Uma coisa importante que o governo poderia fazer é parar de criar crises institucionais. As crises, elas aumentam o custo Brasil, então isso além de elevar o dólar, mantém o dólar pressionado. O dólar é um dos componentes dos preços dos combustÃveis. Se ele [Bolsonaro] respeitasse a Constituição, se ele passasse um dia sem criar uma crise, isso ajudaria…Empresas investem mais, poderia ter mais interesse de importação….Tudo fluiria melhor. O custo Brasil fluiria melhor.”
“Bolsonaro é inflacionário. Ele cria inflação por causa dessas crises polÃticas institucionais”, resume Miriam Leitão.
Foto reproduzida da Internet
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