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Coletânea de Causos
Incentivado por amigos resolvi escrever também causos particulares vivenciados ao longo dos anos. Alguns relatos são hilários, e dignos de levar ao programa Que História é Essa, Porchat. Seguem os causos em forma de coletânea.

Está no g1
O embaixador do Brasil na ONU, Sérgio Danese, criticou o veto dos EUA ao texto proposto pelo Brasil sobre a guerra entre Hamas e Israel nesta quarta-feira (18). Atual presidente rotativo do Conselho de Segurança, o Brasil havia elaborado uma resolução que seria a primeira manifestação formal do órgão da ONU sobre o conflito no Oriente Médio.
“Infelizmente, muito infelizmente, o Conselho não conseguiu mais uma vez adotar uma resolução sobre o conflito israelense-palestino. O silêncio e a falta de ação prevaleceram novamente, sem o verdadeiro interesse de ninguém a longo prazo. Embora lamentemos profundamente que essa ação coletiva tenha se tornado impossível no Conselho de Segurança, esperamos que os esforços de outros atores produzam resultados positivos”, disse Danese.
Durante sua fala, o representante brasileiro disse ainda que a proposta apresentada era robusta e agradeceu aos demais membros que votaram favoravelmente ao texto.
“Nós trabalhamos intensamente para construir uma posição conjunta, fazendo esforço para acomodar posições diferentes, às vezes opostas”, disse Danese.
Para tentar angariar o apoio dos EUA, o texto final do Brasil não mencionava diretamente um pedido de cessar-fogo, mas falava de “encorajar esforços para cessar hostilidades para assegurar a proteção de civis tanto em Israel quanto no território palestino ocupado”.
Após a votação, a embaixadora dos Estados Unidos na ONU, Linda Thomas-Greenfield, argumentou que seu país ficou “desapontado” pelo fato de o texto não mencionar o direito de autodefesa de Israel.
A rejeição dos EUA também veio depois de a Rússia propor mudanças para a versão do Brasil. O embaixador russo na ONU exigiu a inclusão de um pedido de cessar-fogo imediato, o que Washington é contra.
Como um país com poder de veto exerceu o direito, o texto foi integralmente reprovado. Uma nova versão será agora elaborada, ainda sem prazo, segundo o Itamaraty.
Já outros 12 países, entre eles a China, votaram a favor do texto brasileiro. Foram eles:
Dois países – a Rússia e o Reino Unido – se abstiveram, e apenas os Estados Unidos votaram contra.
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Por que veto dos EUA barrou texto
Apesar de a maioria dos países terem votado a favor, a proposta do Brasil acabou rejeitada porque os Estados Unidos são um dos cinco membros permanentes do Conselho de Segurança, ao lado de China, Reino Unido, França e Rússia.
E, pelas normas do conselho, esses cinco países têm poder de, sozinhos, vetar totalmente uma proposta, independentemente do número de votos favoráveis a ela.
Foto: Valter Campanato/Agência Brasil
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