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Coletânea de Causos

Que causos são esses, Barbosa?

Incentivado por amigos resolvi escrever também causos particulares vivenciados ao longo dos anos. Alguns relatos são hilários, e dignos de levar ao programa Que História é Essa, Porchat. Seguem os causos em forma de coletânea.

Economia, Política

`Paulo Guedes, que topa aumentar soldo de militares, diz que reajustar funcionalismo seria como `estouro de Brumadinho´

O colunista Lauro Jardim, de O Globo, em nota postada no seu blog, disse que o ministro Paulo Guedes enviou texto ao presidente Jair Bolsonaro, a diversos ministros e a integrantes de sua equipe, deixando claro que não apoia quaisquer reajustes salariais para outros funcionários públicos que não sejam militares. Em manobra que contou com a ajuda dos presidentes da Câmara e do Senado, Arthur Lira e Rodrigo Pacheco, Bolsonaro conseguiu folga orçamentária de última hora e raspou o tacho das contas públicas para aumentar o soldo de militares e de policiais federais e agentes de polícia rodoviária provocando um impacto de R$ 1,7 bilhão no Tesouro Nacional.

Em seu texto, sem aliviar o estilo tosco de cometer atrocidades ao falar (que marca sua trágica passagem pelo cargo ministerial), Guedes diz que “quem pede aumento agora não quer pagar pela guerra contra o vírus”. Ou seja, usa o argumento do combate à pandemia por Coranvírus para negar aumento aos servidores civis, depois de ter sido “tchutchuca” com os militares como chegou a ser acusado de fazê-lo em sessão da Câmara dos Deputados encerrada depois de ele se irritar com a comparação. Segundo o ministro da Economia, quem pede aumento e é funcionário público “está dizendo: ‘já tomei minha vacina, agora quero reposição de salário e não vou pagar pela guerra contra o vírus’”.

De acordo com o colunista de O Globo, Guedes ainda escreve que reajustes salariais só poderão vir depois de uma ampla reforma administrativa que poderiam ser concedidos reajustes e reposições salariais ao funcionalismo federal. “Sem isso, reajuste salarial para o funcionalismo é inflação subindo”, escreveu o ministro – que não fez quaisquer comentários sobre os reajustes para militares e policiais.

Guedes comparou um eventual reajuste salarial neste momento à tragédia de Brumadinho: “Temos que ficar firmes. Sem isso, é Brumadinho: pequenos vazamentos sucessivos até explodir barragem e morrerem todos na lama”.

Foto reproduzida da Internet

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