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Coletânea de Causos
Incentivado por amigos resolvi escrever também causos particulares vivenciados ao longo dos anos. Alguns relatos são hilários, e dignos de levar ao programa Que História é Essa, Porchat. Seguem os causos em forma de coletânea.

Está no Brasil 247
O governo do presidente estadunidense, Donald Trump, resolveu atacar o governo do presidente Lula e defendeu Jair Bolsonaro (PL) ao afirmar que o político da extrema direita está sendo perseguido pelo Judiciário.
“Membros do Governo do Brasil estão perseguindo politicamente um ex-presidente do Brasil, sua família e seus seguidores, o que contribui para a deliberada erosão do Estado de Direito no Brasil, para a intimidação politicamente motivada naquele país e para abusos de direitos humanos”, disse.
O governo do presidente Donald Trump prorrogou por mais um ano a emergência nacional dos Estados Unidos em relação ao Brasil, preservando os efeitos da ordem executiva assinada em 30 de julho de 2025. A decisão mantém o enquadramento do país na Lei de Poderes Econômicos de Emergência Internacional, conhecida pela sigla em inglês Ieepa, mas não estabelece novas sanções ou tarifas.
A renovação foi formalizada no Federal Register, diário oficial do governo estadunidense. O procedimento é exigido pela Lei de Emergências Nacionais dos EUA para impedir que a declaração perca validade automaticamente.
A administração Trump impôs uma tarifa adicional de 25% a parte das exportações brasileiras depois de abrir uma investigação sobre supostas práticas comerciais desleais. Washington também aplicou uma cobrança de 12,5% relacionada a alegações de insuficiência no combate à entrada de produtos fabricados com trabalho forçado.
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e o ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), que perdeu o mandato, mantêm contatos com representantes da extrema direita dos Estados Unidos para ampliar a pressão sobre o Brasil após a condenação de Jair Bolsonaro. O resultado das articulações foram as tarifas contra o país sul-americano.
A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal condenou o ex-mandatário a 27 anos de prisão. Jair Bolsonaro cumpre prisão domiciliar, enquanto seus filhos procuram transformar o processo judicial em tema de mobilização junto a aliados de Trump.
Tarifas americanas ampliam pressão comercial
Em milhares de itens, a combinação das duas tarifas elevou a tributação para 37,5%. As tarifas aumentaram a tensão entre os dois países e abriram espaço para que aliados do bolsonarismo apresentassem a política comercial americana como instrumento de pressão sobre o governo brasileiro.
A Casa Branca também incluiu o Primeiro Comando da Capital e o Comando Vermelho na lista de organizações terroristas estrangeiras. A classificação começou a valer em 5 de junho e acrescentou uma nova frente de atrito nas relações entre Brasília e Washington.
A combinação entre barreiras tarifárias e medidas contra as facções brasileiras pode produzir efeitos econômicos, diplomáticos e jurídicos. Esse cenário fortalece a ofensiva dos grupos que defendem punições internacionais contra o Brasil.
Flávio Bolsonaro volta a questionar as urnas
Além das articulações no exterior, Flávio Bolsonaro retomou acusações contra o sistema eletrônico de votação. O senador tentou associar as urnas brasileiras à Smartmatic, empresa que prestou serviços em eleições realizadas na Venezuela.
Durante uma reunião com embaixadores em Brasília, na terça-feira (21), Flávio citou documentos atribuídos à Agência Central de Inteligência dos Estados Unidos, a CIA, para sustentar as suspeitas.
“Muitas dessas máquinas utilizadas nas eleições brasileiras são da mesma empresa. Há denúncia por parte do governo americano de suspeitas de fraudes em processo eleitoral eletrônico, em especial na Venezuela”, disse Flávio Bolsonaro.
O Tribunal Superior Eleitoral negou qualquer vínculo da Smartmatic com a fabricação das urnas ou com o desenvolvimento dos programas usados na votação brasileira. Equipes da Justiça Eleitoral criaram o sistema, enquanto empresas escolhidas por licitação produziram os equipamentos sob fiscalização do tribunal.
A Smartmatic participou de um consórcio que prestou serviços técnicos e logísticos entre 2012 e 2014. A atuação envolveu contratação e treinamento de trabalhadores, manutenção de equipamentos e suporte operacional. A companhia não teve acesso ao código das urnas nem aos votos armazenados.
Em 2020, a empresa disputou uma licitação para fabricar novos equipamentos, mas a Positivo venceu a concorrência. A participação no processo comercial não concedeu à Smartmatic controle sobre o sistema eleitoral nem alterou a origem nacional dos programas empregados pelo TSE.
Agências de checagem também analisaram os documentos citados por Flávio Bolsonaro e não encontraram provas de envolvimento da companhia em fraudes. Os registros abordavam suspeitas relacionadas ao processo eleitoral venezuelano, sem apontar conexões com as eleições brasileiras.
Estratégia retoma ofensiva de 2022
A nova investida do senador repete argumentos usados por Jair Bolsonaro e por seus aliados antes e depois da eleição presidencial de 2022. Naquele período, o PL solicitou ao TSE uma auditoria extraordinária em parte das urnas do segundo turno, mas não apresentou evidências capazes de sustentar a contestação.
O tribunal rejeitou o pedido e aplicou multa de R$ 22,9 milhões ao partido por litigância de má-fé. Os ministros concluíram que a legenda tentou colocar sob suspeita apenas os equipamentos utilizados na disputa presidencial, embora os mesmos modelos também tivessem registrado votos para outros cargos.
Meses depois, em 8 de janeiro de 2023, apoiadores de Jair Bolsonaro invadiram e destruíram áreas do Congresso Nacional, do Palácio do Planalto e do Supremo Tribunal Federal. Um balanço divulgado pelo STF em abril de 2026 contabilizou 1.402 condenações ligadas aos atos antidemocráticos.
A ofensiva apresentou características semelhantes às da invasão do Capitólio americano, em janeiro de 2021. Na ocasião, apoiadores de Donald Trump atacaram a sede do Congresso dos Estados Unidos depois da derrota eleitoral do republicano.
Nos dois casos, acusações sem comprovação sobre fraudes eleitorais serviram para mobilizar grupos contra resultados reconhecidos pelas instituições. Os ataques também procuraram enfraquecer a confiança pública na Justiça e nos mecanismos de apuração dos votos.
Esse método se aproxima da estratégia promovida por Steve Bannon, ex-assessor de Trump e articulador internacional de movimentos de extrema direita. A narrativa busca retratar o Judiciário como uma instituição parcial, incapaz de garantir eleições seguras e responsável por limitar a ação de governos eleitos.
Fotos reproduzidas da Internet
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