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Coletânea de Causos

Que causos são esses, Barbosa?

Incentivado por amigos resolvi escrever também causos particulares vivenciados ao longo dos anos. Alguns relatos são hilários, e dignos de levar ao programa Que História é Essa, Porchat. Seguem os causos em forma de coletânea.

Economia, Política

Valor pedido por Flávio Bolsonaro a Daniel Vorcaro equivale a 11% do total investido pelo governo Claudio Castro (PL-J) no Banco Master

Está no Blog do Octavio Guedes

O valor pedido pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) ao banqueiro Daniel Vorcaro para o filme de Jair Bolsonaro, R$ 134 milhões, corresponde a 11% do total investido no Master, através do Rioprevidência e da Companhia Estadual de Águas e Esgotos do Rio de Janeiro (Cedae), pelo então governo do PL do Rio de Janeiro, liderado por Cláudio Castro.

Segundo Flávio contou em entrevista a Globonews, ele foi apresentado a Vorcaro em dezembro de 2024, quando começaram as negociações para o suposto financiamento do filme biográfico de Bolsonaro.

O Rioprevidência, que administra dinheiro para pagar pensões e aposentadorias dos servidores públicos estaduais, já havia investido R$ 970 milhões em Letras Financeiras do Master, em nove aplicações realizadas entre novembro de 2023 e julho de 2024.

Por serem investimentos de médio e longo prazo sem possibilidade de resgate antecipado, e não terem cobertura do Fundo Garantidor de Crédito (FGC), as Letras Financeiras são consideradas aplicações de alto risco por especialistas.

Também em dezembro de 2024, a Cedae tinha R$ 231,6 milhões investidos em CDBs do banco de Daniel Vorcaro.

Não há qualquer indício de que os investimentos do governo do Rio no Master tenham relação com o pedido de financiamento da cinebiografia ou que tenha sido uma contrapartida.

O próprio Flávio Bolsonaro, em entrevista à Globonews, repudiou o que chamou de ilação entre os dois fatos. Mas a cronologia derruba a versão de Flávio de que a negociação entre ele e Vorcaro tratava-se apenas de dinheiro privado.

Àquela altura, o banco Master ganhava sobrevida graças a recursos públicos. O governo Cláudio Castro (PL), aliado histórico de Flávio Bolsonaro, foi o maior investidor entre os entes públicos da federação.

O banco de Vorcaro ainda teve recursos vindos de outros institutos públicos de previdência, como o do Amapá, que investiu R$ 400 milhões no Master, além do dinheiro publico envolvido nas transações com o Banco de Brasília.

O ex-presidente do Rioprevidência Deivis Marcon Antunes disse, em depoimento à Polícia Federal (PF), que a proposta para o investimento de R$ 970 milhões em Letras Financeiras do Banco Master foi feita pelo então diretor de investimentos da autarquia, Euchério Lerner Rodrigues.

Fontes do PL atributem a indicação de Deivis ao presidente do União Brasil, Antonio Rueda.

Foto reproduzida da Internet

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