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Coletânea de Causos
Incentivado por amigos resolvi escrever também causos particulares vivenciados ao longo dos anos. Alguns relatos são hilários, e dignos de levar ao programa Que História é Essa, Porchat. Seguem os causos em forma de coletânea.
Arbitrariedade contra entidade de jornalistas
Solidarizo-me com os jornalistas e subscrevo a nota assinada pelo presidente do sindicato da categoria em São Paulo, José Augusto Camargo contra a intimidação policial de que eles foram vítimas em ato público na sede da entidade, e quando entregaram manifesto de apoio ao 3º Programa Nacional de Direitos Humanos (PNDH) e ao ministro-secretário de Direitos Humanos no escritório da Presidência da República, na avenida Paulista.
Realmente lamentável a intimidação policial que culminou com a invasão da sede do sindicato por quatro PMs – dois invadiram diretamente o auditório Vladimir Herzog – durante realização de ato em defesa do 3º PNDH, “numa nítida tentativa de intimidar os participantes”, conforme assinala a nota do sindicato. A intimidação já havia ocorrido durante a entrega protocolada de carta à presidência da República no seu escritório de São Paulo, na esquina da avenida Paulista com a rua Augusta, quando a PM, por duas vezes exigiu saber “o nome dos responsáveis” pela iniciativa.
Na tarde das manifestações, um sargento da PM esteve no Sindicato para saber que tipo de ato estava sendo preparando para a noite. Depois das explicações, pediu o número da carteira de identidade do diretor André Freire. “À noite, por volta de 21 horas, com o auditório lotado por cerca de 200 pessoas, dois PMs, fardados, invadiram o auditório e disseram ´estar cumprindo ordens superiores´. Foram convidados a sair.”
O sindicato de jornalistas paulista pediu audiência com o secretário de Segurança para saber de quem exatamente partiu essa ordem, para que seja responsabilizado por tamanho arbítrio, que lembra os velhos costumes da ditadura.
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