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Coletânea de Causos

Que causos são esses, Barbosa?

Incentivado por amigos resolvi escrever também causos particulares vivenciados ao longo dos anos. Alguns relatos são hilários, e dignos de levar ao programa Que História é Essa, Porchat. Seguem os causos em forma de coletânea.

Política

Há elementos para prisão preventiva de Bolsonaro, afirma deputado Henrique Vieira

Está na Fórum

Em entrevista ao Fórum Café na manhã desta sexta-feira (18), o deputado pastor Henrique Vieira (PSOL-RJ), membro da CPMI dos Atos Golpistas, afirmou que há elementos para pedir a prisão preventiva de Jair Bolsonaro (PL) que, segundo ele, pode interferir na investigação, principalmente coibindo testemunhas, após as informações que vieram à tona com o depoimento de Walter Delgatti Neto à comissão e a declaração do advogado Cezar Bitencourt, de que o tenente-coronel Mauro Cid deve confessar que traficou joias a mando do ex-presidente.

“Eu avalio que para proteger a investigação – ele é o ex-presidente, o que ele pode manipular de provas, coibir e pressionar testemunhas, diante do que se está colocado -, uma prisão preventiva, sincera e cuidadosamente, eu avalio que já existem esses elementos, sim”, afirmou o parlamentar, que na quarta fez uma série de perguntas fulminantes a Delgatti, que colocam Bolsonaro no centro das investigações.

Vieira afirmou ainda que por uma questão de “timing” – já que a autorização de quebra de sigilo bancário e fiscal de Jair e Michelle Bolsonaro só ocorreu na noite de quinta-feira (17) – acreditava que a prisão não ocorreria nesta sexta.

O deputado ainda afirmou que a prisão de Bolsonaro tem que ser tratada de forma muito cuidadosa, para que o campo progressista não se iguale à “sanha punitivista” da extrema-direita.

“Sou muito cuidadoso com isso, não acho que podemos errar nessa pauta, eu insisto com o campo progressista que não precisamos ceder à sanha punitivista da extrema-direita para defender a democracia, pois isso pode ser uma armadilha inclusive”, afirmou.

CPMI

Após o depoimento bombástico de Delgatti, a CPMI deve concentrar os trabalhos na próxima sessão, na terça-feira (22), em requerimentos que foram apresentados ao colegiado, entre eles as quebras de sigilo bancário e fiscal do ex-presidente e da ex-primeira-dama.

Vieira adiantou que a convocação de Bolsonaro e Michelle não deve ser pautada pelos parlamentares governistas neste momento.

“Quebra de sigilo, em um primeiro momento. Nós temos que ser bem cuidadosos, passo a passo, para poder ganhar com consistência. Chamar Bolsonaro [para depor] é uma avaliação política que tem que ser muito bem feita, na minha opinião”, afirmou.

Henrique Vieira, no entanto, diz que vai defender a convocação dos generais Paulo Henrique Nogueira de Oliveira, ex-ministro da Defesa de Bolsonaro, e Marco Antônio Freire Gomes, que comandou o Exército entre março e dezembro de 2022.

Segundo o deputado, há uma “avenida” a ser investigada na relação de Bolsonaro com a cúpula militar e que a apuração desses fatos será histórica para a CPMI.

“Eu acho que se existe uma avenida a ser investigada e que ainda não foi – e que tem muita barreira de proteção – é essa barreira da cúpula militar. E é uma barreira alta, mas acho que é uma decisão histórica a ser feita: queremos ou não passar essa história a limpo?”, indagou o deputado.

“Eu sei que política não é um ato de vontade – eu quero, eu vou fazer. É uma correlação de forças. Mas, especialmente diante do depoimento de ontem, não convocar esses indivíduos, não entender a participação deles… Nós não podemos abrir mão dessa tarefa com o devido cuidado. Indícios de envolvimento tem e a gente não vai chegar até eles? Eu acho que tem [que chegar]”, emendou.

Foto: Marcos Oliveira/Agência Senado


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