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Coletânea de Causos

Que causos são esses, Barbosa?

Incentivado por amigos resolvi escrever também causos particulares vivenciados ao longo dos anos. Alguns relatos são hilários, e dignos de levar ao programa Que História é Essa, Porchat. Seguem os causos em forma de coletânea.

Política

Por que general Freire Gomes é peça-chave para PF desvendar trama golpista

Está no Blog da Andréia Sadi

Ouvido pela Polícia Federal (PF) na operação Tempus Veritatis, o ex-comandante do Exército general da reserva Marco Antônio Freire Gomes não foi alvo da operação que investiga os participantes de uma tentativa de golpe de Estado para manter Jair Bolsonaro (PL) no poder. O militar, porém, participou de fatos investigados e recebeu mensagens de Mauro Cid, o braço direito de Bolsonaro, com informações sobre o andamento da tentativa de golpe.

Além disso, Freire Gomes foi alvo de ataques de apoiadores do ex-presidente envolvidos no caso por supostamente não aderir à trama golpista, aponta PF. Por esse motivo, na sexta-feira (1º), ele foi ouvido na condição de testemunha e, por isso, foi obrigado a falar a verdade. O teor do depoimento está em sigilo.

Após as revelações de Freire Gomes, a Polícia Federal marcou para a próxima segunda-feira (11) um novo depoimento para que Mauro Cid esclareça novos detalhes.

Quem é Freire Gomes?

Nomeado por Bolsonaro como comandante do Exército em março de 2022, ele assumiu o cargo após o general Paulo Sérgio Nogueira deixar o posto para se tornar ministro da Defesa. Nogueira é alvo da investigação.

Freire Gomes foi o terceiro comandante do Exército no governo Bolsonaro. Antes de Paulo Sérgio Nogueira, quem estava no cargo era o general Edson Pujol, que foi trocado por Bolsonaro meses após dizer que “militares não querem fazer parte da política nem querem política nos quartéis“.

Como ele aparece nas investigações sobre a tentativa de golpe?

1 – 🔎 Segundo a PF, Freire Gomes participou de uma reunião no Palácio do Alvorada, residência oficial do então presidente Jair Bolsonaro, em 7 de dezembro de 2022. Nessa reunião, foi apresentada a Bolsonaro uma minuta de decreto que previa a prisão do presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Alexandre de Moraes, e a realização de novas eleições;

2 – 🔎 Além disso, a PF identificou mensagens de Mauro Cid, então ajudante de ordens de Bolsonaro, para Freire Gomes. Nelas, Cid fala sobre os manifestantes pró-Bolsonaro e o que chamava de “pressão” sobre o ex-presidente para que ele tomasse “uma medida mais radical”.

“Bom dia general! Sei que o momento não é apropriado, mas só para atualizar o senhor… O presidente vem sendo pressionado, aí, por vários atores a tomar uma medida, mais, mais radical, né? Mas ele ainda tá naquela linha do que foi discutido, que foi conversado com os Comandantes, né, com o ministro da Defesa. Ele entende as consequências do que pode acontecer. Hoje ele mexeu naquele decreto, né. Ele reduziu bastante. Fez algo mais direto e curto, e limitado, né”, disse Mauro Cid em mensagem a Gomes no dia 9 de dezembro de 2022.

3 – 🔎 Por fim, a PF encontrou mensagens que, no entender da corporação, indicam que o então comandante do Exército não apoiou a tentativa de golpe e, por isso, passou a ser atacado pela ala bolsonarista. Um dos integrantes, o candidato derrotado à vice-presidência general Braga Netto, em mensagem chamou Freire Gomes de “cagão”.

Foto reproduzida da Internet

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